sábado, 3 de junho de 2017

Mostre quem você é, vá ao Estádio Bento Freitas

El! El! El! El! A maior e a mais fiel!
El! El! El! El! A maior e a mais fiel!
El! El! El! El! A maior e a mais fiel!

Essa não é de hoje. Vem desde mil novecentos e onze. Não fui eu e nem tu quem disse: “Eles são uns Xavantes”. Foi o próprio dirigente adversário quem profetizou e não deu outra. Décadas e décadas só confirmaram o acerto de Breno Corrêa da Silva e Salustiano Brito discutirem a ideia de criar uma nova equipe de futebol. Esses dois inconformados agiram de ímpeto ante a ordem para “abandonarem o treino e ajudarem a colocar uma cerca ao redor do campo”.

Desde então, a rebeldia, a ousadia e a coragem está intimamente ligada aos Torcedores do G. E. Brasil. E não é para menos. Os irmãos de Marcola são assim mesmo. Um que outro pode até dar uma segurada na missão de torcer e partir para a crítica e, nestes tempos de facebook, cornetar o próprio Clube pelo prazer da zoação ou para dar uma sacudida na situação e forçar uma volta aos trilhos quando necessário.

Mas, na hora do “pega-pá-capá” estão lá. Nas Arquibancadas, altar mor da Torcida Xavante. Surgem de tudo quanto é lado. Do centro, da Vila do Sapo, do Areal, do Fragata, das Três Vendas, do Pestano, do Getúlio, da Bom Jesus, do Laranjal, do Pepino, da Castilho, da Balsa, do casebre, da mansão, do apartamento, de baixo da ponte, da colônia, de outras cidades e até de outros estados numa procissão festiva, carnavalesca e, porque não dizer, doentia só para ver o seu Time jogar.

G. E. Brasil, Estádio Bento Freitas e Torcida Xavante formam um triângulo amoroso sem igual. Não há ficção capaz de retratar este estado universal onde o que manda é a paixão desenfreada em torcer, torcer e apenas torcer pelo clube dos “Negrinhos da Estação”.

Nos tempos bicudos da famigerada Segundona, na era de ouro representada por 1985, na desgraça da BR-392 ou no escaldante Castelão do Fortaleza e seu magnífico público recorde de sessenta e três mil novecentos e três expectadores, a massa Xavante sempre esteve presente e suas façanhas são narradas de norte a sul do País. Por que seria diferente hoje?

Pelos catorze milhões de desempregados? Pela total reconstrução do Bento Freitas? Pelas picuinhas com o treinador? Pelo aconchego do futebol teatral da tv? Pelo preço do ingresso? Pelo check-in? Por causa da internet? Da Lava-Jato? Ah! Meu! Conta outra. Essa não cola para os Xavantes. Eles xingam, berram, mas estão lá; num cântico só: “Uh! Caldeirão! Uh! Caldeirão! Uh! Caldeirão!”. Perguntem para o Flamengo. Aquele do Fillol, Leandro, Mozer, Adalberto, Ailton Ferraz, Andrade, Zico, Adilio, Tita, Chiquinho, Bebeto e ainda o eterno Zagalo. Graças a Bira e Júnior Brasília o sonoro dois a zero ecoa até hoje no País do Futebol. Isto nos representa. Isto justifica o dia a dia de cada Xavante. Sabemos que a qualquer instante uma nova página é escrita nesta História maravilhosa.

Daí, não tem outra. Saia do conforto. Não permita que outros façam aquilo que você deve fazer. Nascestes para isto. Mostre quem você é. Vá ao Bento Freitas. Torça, berre, xingue, faça valer a tua força. Afinal, não há Xavante conformado. Na liderança ou na lanterna a rebeldia, a ousadia e a coragem devem estar sempre a postos.

Sem medo, sem vacilo, vencendo a tudo e a todos daremos continuação à Obra-Prima da Princesa do Sul que tanto orgulha aos gaúchos e a todos aqueles que amam o verdadeiro futebol.

Futebol das antigas, sem frescuras e alicerçado na força e na vontade de vencer. Tendo como único aparato a batida da Garra Xavante porque, afinal, Carnaval e Futebol são marcas registradas do Clube do Povo.

Dá-lhe Brasil!


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