sábado, 15 de agosto de 2015

Governo, ex-governo e des-governo

Não tem essa!

Procurar o culpado no meio deles é como procurar agulha num palheiro. Isto vem de tempos idos, passa pelos tempos de agora e só será resolvido nos tempos futuros. Si for... Todos são culpados. PMDB, PTB, PDT, PT, DEM, PCdoB, PSB, PSDB, PTC, PSC, PMN, PRP, PPS, PV, PTdoB, PP, PSTU, PCB, PRTB, PHS, PSDC, PCO, PTN, PSL, PRB, PSOL, PR, PSD, PPL, PEN, PROS e SD politizam em causa própria na busca por cargos ou apenas para marcar terreno. Direitos e deveres transitam em rubricas, pichulecos e mil formas de distribuição monetária onde o superfaturamento é o deus maior. Grandes e nanicos debatem num faz de conta sem precedentes e, num piscar de olhos, coalizam nas combinações mais absurdas. Tudo em nome do social num engodo secular, progressivo e desalentador.


É de arrepiar!


Chega-se ao absurdo de querer ressuscitar épocas nefastas, golpes birrentos, patentes perdidas porque os trinta e dois de agora são nulos diante de uma solução satisfatória. Nesse vácuo de decisão forte e estadista, os corredores da Nação tiroteiam em mensalões, lava-jato, vales, num empurra-empurra em prol de caciques eternamente abençoados. Nomes consagrados abanam e dão tchauzinho a todos antes de curtir as mamatas de cadeias circenses sustentadas por contribuintes encurralados. E agora José? Esta festa não acaba nunca? Impossível, a qualquer plebeu, encarrerar tantos sanguessugas, renários, vampiros e anões dessa privataria descomunal. Ao bradar “O petróleo é nosso!”, de certo que Getúlio não imaginou que outros sujariam as mãos erroneamente nesse ouro que corrompe. Dia após dia, capas de jornais retratam personagens que, ungidos no sufrágio popular, enriquecem acima da lei e sob as bênçãos do jeitinho brasileiro.


Urna soberana sim, mas... Quem paga o pato?


No embate atual dois gigantes beliscam-se diariamente. Ora a peleia é para mostrar quem fez mais; ora as turbinas vomitam as mazelas um do outro. Não tem saída. É de praxe, status quo puro. Como feijão com arroz, pão e manteiga (opa!, agora, margarina), PT e PSDB reinam no mando e desmando da Nação. Um estudou direitinho, ano a ano, prá mais de década até fazer parte do seleto grupo que decide quanto arrecadar e, principalmente, onde gastar. Outro garboso, senhor de si, digno da velha política do café-com-leite sabe bem onde transitar. Enfim! Oito anos de FHC; oito de Lula; e, ainda contando, Dilma com seis vai aos trancos e barrancos. Está bom para quem? Para os políticos, claro.


Deodoro 8 X 39 Dilma


Na luta para manter a ordem e o progresso, o País cresceu. Principalmente em seus ministérios. Dos oito da Proclamação, chegou a dez com Getúlio, onze com JK e dezesseis nos anos de chumbo de Figueiredo. Com o fim da exceção, a coisa ficou mais fácil ainda e o saudoso Tranquedo desenhou uma Esplanada com vinte e três ministérios. Claro, Sarney achou pouco e turbinou para trinta e um. FHC e seu PSDB não ficou por baixo e aumentou o número para trinta e quatro visto que as parcerias cada vez mais exigiam uma fatia no bolo administrativo da Nação. Aí entrou a era PT e Lula também seguiu no ritmo apesar da divergência política com seu antecessor e tascou trinta e oito ministérios amontoando gabinete em cima de gabinete na Capital da República. Falam tanto em “enxugar” a Máquina Pública, mas isto é pura balela. A presidenta Dilma/PT já tem sob o seu comando trinta e nove ministros.


Nunca antes nesse País


A mais pura verdade é o impostômetro. Você sabe o que é impostômetro? Não adianta ir procurar no velho Dicionário da Língua Portuguesa, aquele grandão do Francisco da Silveira Bueno – de 1975, porque lá não tem indicação nenhuma do que é. Pois bem, o impostômetro é uma maquininha diabólica inventada para marcar quanto os brasileiros pagam de impostos ao governo. Não é fácil olhar aquilo. É inacreditável e parece ser coisa de gente que só manda contra. Mas, se você é chegado ao debate de ideias e defende o PT, o PSDB ou qualquer um desses partidos que são ou foram governo tente acompanhar os números naquele frenesi maluco. O registro da viagem do dinheiro dos cidadãos em direção aos cofres públicos é tão rápido que nem faz barulho. Deixa a velocidade da luz pateta e paralisada. Uma visão desoladora, fantasmagórica, surreal, só superada pelas obras superfaturadas e pela ganância de políticos que sangram a Nação todos os dias.


De pires na mão

Por que escrevi tudo isso? Tche! Dá pena ver governadores (ai Sartori) com o rabinho entre as pernas bater às portas do Planalto na esperança de resolverem os problemas financeiros de seus estados. Isto é um saco sem fundos. Assim como está nunca solucionarão a questão. É um faz de conta eterno. Vocês (governadores) acreditam que o progresso e o bem-estar geral será alcançado sem bater de frente? Sem chamar no apito seus deputados e senadores? Chega de nhem-nhem-nhem. Para quê trinta e dois partidos (32)? Para aprisionar os estados? 




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