quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Esquadrão Xavante

Hoje, escutando o programa Tupanci Atualidades (Fátima Salois - das 14:00 às 15:30), chamou-me a atenção um texto que ela leu para seus ouvintes. Versava sobre otimismo e entusiasmo. Engraçado como, à primeira vista, parece ser a mesma coisa. Mas não é.

Otimismo - é a disposição para encarar as coisas pelo seu lado positivo e esperar sempre por um desfecho favorável, mesmo em situações muito difíceis; diz-nos a Wikipédia, enciclopédia livre e que, muitas vezes. nos impede de folhear um livro por pura preguiça.

Já entusiasmo é uma coisa mais poderosa e envolve o sobre natural. O entusiasmo não é algo passivo e nem fica de braços cruzados esperando que o melhor aconteça apenas por nossa vontade. A nossa querida Wekipédia também nos dá uma mão na significação deste vocábulo quando diz: entusiasmo (do grego en + theos, literalmente 'em Deus') originalmente significava inspiração ou possessão por uma entidade divina ou pela presença de Deus. Atualmente, pode ser entendido como um estado de grande euforia e alegria, refletindo em uma consequente coragem. Uma pessoa estusiasmada está disposta a enfrentar dificuldades e desafios, não se deixando abater e transmitindo confiança aos demais ao seu redor. O entusiasmo pode portanto ser considerado como um estado de espírito otimista.

Mas tche! O que isto tem a ver? Bem, se você não percebeu, paciência. Pergunta para a Fátima Salois. Quem sabe ela relê aquele texto maravilhoso.

Agora, uma coisa eu sei. Tem  Xavante que está a mil lutando por um novo tempo. Estão entusiasmados. Literalmente encarnaram Deus e partiram para uma união descomunal. Estão convocando todos os Rubro Negros, independente de serem ou não de alguma Torcida Organizada. Não se trata de otimismo, é entusiasmo mesmo. Acho que Tupã tomou conta de todos.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

I Encontro Nacional dos Torcedores do G. E. Brasil

Lema: Somos muito mais do que isto!
Missão: Duplicar a participação da Torcida em todos os setores do Clube
Ação: Divulgar as idéias que visam o crescimento de nosso Clube
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Esta é uma luta que venho travando há mais ou menos três anos. Mas não há nada de novidade nela, pois neste período, vários Rubro Negros falaram-me de que já houve outras tentativas de fazermos algo neste sentido. Como primeira estratégia, fui trocando idéias com Xavantes internautas e alguns amigos que têm a paciência de ouvir meus sonhos em relação ao nosso G. E. Brasil. A todos, sempre deixei bem claro que não se trata de julgar a Direção A ou B. Também tomei o cuidado de não interferir nas competições do nosso Clube, que na verdade, são nossas. Nelas estamos de corpo e alma e através delas, somos felizes ou apenas doentes apaixonados cheios de esperança de que tudo será melhor no ano seguinte. Quero, através deste Encontro, oportunizar a todo e qualquer Torcedor Xavante o sagrado direito de manifestar-se de maneira organizada sobre o que pensa e o que quer do G. E. Brasil como um Clube de futebol. O primeiro século passou. As vitórias deram-nos centenas de Troféus que resistem ao tempo e estão em nosso Salão de Honra. Quanto às derrotas, em campo ou fora dele, hão de servir para o nosso crescimento. Não nego que tremo ao escrever estas linhas pois um embate destes envolve muitos sentimentos. O futebol é um esporte lindo e maluco e torcer por onze marmanjos correndo atrás de uma bola muitas vezes foge ao bom senso. Breno Corrêa da Silva e Salustiano Brito muito provavelmente tomaram algumas cervejas para encararem a briga de fundar o nosso G. E. Brasil. E eles estavam certos porque anos depois esta índole nos tornou uns Xavantes. Passados cem anos, verificamos um grande descontentamento entre nós. Sabemos que algo deve ser feito urgentemente sob pena de nos tornarmos um clube comum como milhares neste País do Futebol. E é isto que venho propor, uma grande briga. Só que alicerçada na vontade de criar algo espetacular. Como Breno e Salustiano, só que com uma vantagem: sabemos onde erramos e sabemos onde acertamos. Vamos corrigir o rumo e quem sabe duplicar os troféus que ganhamos neste primeiro tempo. Sei que não sou nada no meio desta Maravilhosa Torcida Xavante e por isso mesmo já parto bem acompanhado. Eis alguns Rubro Negros que aderiram a idéia desde o primeiro momento. Eles formam a Comissão Organizadora que terá a incumbência de esmiuçar a idéia inicial e transformá-la em algo viável para a realização dos debates que de certo ocorrerão: Alexandre Antonio Ramos Maciel, Antonio Luiz Munhoso, Carlos Alberto Cunha Vignolo, Cicero Augusto Gomes de Pinho Antunes, Cristiano Dutra Raatz, Cristiano Lages Baioco, Daniel C. Silveira, Felipe Piltcher, Felipe Silva Coswig, Fernando Luiz Gomes Baptista, João Garcia, Juliano Freitas, Leonardo Bandeira Soares, Lusiene Anastacio, Marcos Adriano, Nilva Quintana, Nilvio Severo, Otávio Canez Padilha da Silva, Roberson Fickel, Ronaldo Vieira Leite, Saionara Borges e Valdecir Theis Gimenes. Embora eu tenha elaborado uma idéia inicial é esta Comissão Organizadora quem realmente planejará, organizará e comandará tudo que for executado neste Encontro. Destaco ainda o importante apoio que já recebemos de integrantes da Onda Xavante, da Xasc e da Xapa os quais, aliás, dão a verdadeira conotação de encontro nacional. Encerrando esta mensagem, apresento os sete temas, a princípio pensado para nortear a nossa busca: 1 – Infra-Estrutura; 2 – Quadro Social; 3 – Categorias de Base; 4 – Departamento Profissional; 5 – Econômico-Financeiro; 6 – Mídia; 7 – História. E, claro, para não perder o costume, visitem:

http://xavantemunhoso.blogspot.com.br/2011/09/somos-muito-mais-do-que-isto_15.html

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

'paulistanização' de CBF


03/09/2012 10h05 - Atualizado em 03/09/2012 10h05

Jogo no Morumbi confirma processo de 'paulistanização' de CBF e Seleção

Presença de paulistas nos principais cargos e aproximação com o estado divide o poder e irrita outras federações, favoráveis a novas eleições

Por Alexandre Lozetti e Leandro CanônicoSão Paulo
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A seleção brasileira voltará a jogar no Morumbi depois de cinco anos e o acontecimento não é um mero acaso. Desde a renúncia do ex-presidente Ricardo Teixeira, mineiro que fez sua história como dirigente no Rio de Janeiro, a Confederação Brasileira de Futebol está cada vez mais próxima de São Paulo. Seus homens mais fortes são um exemplo disso. Hoje, a entidade é comandada por José Maria Marin, ex-governador do Estado, ex-presidente da Federação Paulista de Futebol e também ex-jogador do São Paulo.
Além de Marín, apitam com força na CBF o atual presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, e o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanches, de ligações fortíssimas mantidas ainda hoje com o clube alvinegro. Del Nero é o vice que tem acompanhado Marin em eventos, viagens e reuniões, e principal favorito a sucedê-lo, enquanto Andrés é o diretor de seleções. Alçado ao cargo ainda sob a batuta de Teixeira, ele tem influência política e é próximo de Mano Menezes, técnico da Seleção e seu antigo funcionário no Timão.
José Maria Marin presidente da CBF marco polo del nero (Foto: Marcelo Baltar / Globoesporte.com)José Maria Marin ao lado do vice-presidente Marco Polo Del Nero (Foto: Marcelo Baltar / Globoesporte.com)
Político, Marin logo tratou de desatar um dos nós que marcavam a administração da CBF: o mau relacionamento do seu antecessor com a diretoria do São Paulo, ampliado com a queda do Morumbi da Copa do Mundo de 2014, preterido pela construção da Arena Corinthians, e por estarem em lados opostos na eleição do Clube dos 13. Marin, de relação antiga com o Tricolor, se reaproximou e levou o amistoso contra a África do Sul para o estádio são-paulino, além de ter escolhido o CT de Cotia, onde treinam as categorias de base do clube, para ser local de preparação e concentração da Seleção durante cinco dias.
Andrés, entretanto, continua tendo uma péssima relação com os dirigentes do São Paulo, que o acusaram de dificultar a transferência de Lucas para o PSG, no valor de 43 milhões de euros (R$ 108 milhões), a maior da história do futebol brasileiro, durante as Olimpíadas.
Internamente, a principal mudança sentida na CBF após a "paulistanização" foi a descentralização do poder. Antes, Ricardo Teixeira mandava em tudo e não falava com ninguém. A postura dos dirigentes, de acordo com pessoas que vivem a rotina da entidade, mudou muito. Marin adora dar entrevistas e não foge de perguntas, totalmente ao contrário de Teixeira, além de abrir espaço para que seus vices, diretores e até mesmo encarregados de outras funções, como a arbitragem, se manifestem publicamente.
- Eu sempre delego funções, faz parte da minha história na vida pública, mas com muita responsabilidade - afirmou, recentemente, o atual presidente.
José Maria Marin marco polo del nero arena palmeiras  (Foto: Marcos Guerra / Globoesporte.com)Marin entre Del Nero e Arnaldo Tirone, presidente do
Palmeiras (Foto: Marcos Guerra/Globoesporte.com)
A transformação do predomínio carioca, garantem os funcionários da CBF, não foi vista sob o panorama da velha rivalidade entre Rio de Janeiro e São Paulo. Mas dirigentes de outros estados não gostaram nem um pouco da transição de Teixeira para Marin, que assumiu por ser o vice mais velho (ele completou 80 anos em 2012) e tem transitado pelos clubes paulistas. Recentemente visitou as obras da nova arena do Palmeiras e até vestiu a camisa do clube. E, no último domingo, foi ao estádio da Rua Javari assistir ao jogo do Juventus contra o Palmeiras B.
Liderado pelo presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, um grupo pediu que fossem realizadas novas eleições, antes ainda que Ricardo Teixeira anunciasse sua saída. A CBF vive momentos de tranquilidade com a presidência de Marin, especialista em fazer política com suas filiadas, mas tem certeza de que, depois da Copa do Mundo de 2014, Novelletto e seus parceiros voltarão com força para tentar ganhar espaço na entidade.
No fim do ano, mais um capítulo da aproximação da CBF com os paulistas será marcado com a festa, em homenagem aos destaques do Campeonato Brasileiro. Marin já afirmou que vai realizá-la em São Paulo, assim como no ano passado, porém totalmente reformulada. Ainda não se sabe detalhes, mas sua ideia é que apenas os melhores em cada posição tenham espaço, em vez dos três primeiros. Mas ele diz, a quem quiser ouvir, que o evento será mesmo em sua cidade natal.
A seleção brasileira se apresenta na noite desta segunda-feira em Cotia, e na terça inicia os treinos para a partida de sexta contra a África do Sul, no Morumbi.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Sub-19 do G. E. Brasil se prepara para a Copa FGF

http://basexavante.blogspot.com.br/2012_07_01_archive.html

A categoria Sub-19 do Grêmio Esportivo Brasil se reapresentou no dia 02 de julho visando a competição do segundo semestre. Na equipe houve pequena reestruturação em termos de jogadores. Semanalmente a categoria faz um jogo-treino contra a equipe profissional, onde vem apresentando grande crescimento.
Veja a Comissão Técnica e o elenco Xavante para a competição:

Comissão Técnica

Nome Completo: Cássio Luis Ferrari
Função: Técnico

Nome: Júlio Cesar Mendes Peraça
Função: Preparador Físico

Nome: Fabrício Bareño
Função: Preparador de Goleiros

Nome: Diego Oliveira
Função: Auxiliar de Preparação Física 

Goleiros

Nome: Jonathan Walker
Data de nascimento: 06/01/1994
Estatura: 1,88m
Natural: Sério/RS
Clubes que atuou: São José, Guarani-VA e Lajeadense



Nome: Patrick Tissot
Data de nascimento: 09/12/1993
Estatura: 1,84m
Natural: Pelotas/RS
Clubes que atuou: Farroupilha

Zagueiros

Nome: Alcides Farias Junior
Apelido: Cidão
Data de nascimento: 21/01/1992
Estatura: 1,88m
Natural: Pelotas/RS
Clubes que atuou: Progresso, Monte Azul


Nome: Leandro Marçal
Apelido: Bahiano
Data de nascimento: 20/05/1994
Estatura:
Natural: Caravelas/BA
Clubes que atuou: Aimore



Nome: Ricardo Bierhals
Data de nascimento: 04/07/1992
Estatura: 1,92m
Natural: Pelotas/RS
Clubes que atuou: Progresso, Internacional

Volantes

Nome: Cauê Vieira Lopes
Apelido: Seco
Data de nascimento: 08/09/1994
Estatura:
Natural: Pelotas
Clubes que atuou: Brasil de Pelotas


Nome: Rafael Xis
Apelido: Xis
Data de nascimento:
Estatura:
Natural: Porto Alegre/RS
Clubes que atuou: Porto Alegre


Nome: Lucas Avila
Data de nascimento:
Estatura:
Natural: Canguçu/RS
Clubes que atuou: Progresso, Igrejinha



Nome: Alex Sander Cougo
Apelido: Bagé
Data de nascimento: 28/02/1992
Estatura:
Natural: Bagé/RS
Clubes que atuou: Bagé, Guarany de Bagé


Nome: Douglas Ramm
Apelido: Grole
Data de nascimento: 07/10/1993
Estatura:
Natural: Pelotas/RS
Clubes que atuou: Progresso e Pelotas



Nome: Matheus Moraes
Data de nascimento: 25/09/1994
Estatura:
Natural: Pelotas/RS
Clubes que atuou: Progresso


Laterais 

Nome: Rudiere Meireles
Apelido: Rudi
Data de nascimento : 17/10/1993
Estatura:
Natural: Pelotas/RS
Clubes que atuou: Brasil de Pelotas


Nome: Ritierri Dias
Apelido: Riti
Data de nascimento: 07/11/1994
Estatura:
Natural: Pelotas/RS
Clubes que atuou: Progresso, Farroupilha e    Aimore


Nome: Leone Avila
Data de nascimento:
Estatura:
Natural: Canguçu/RS
Clubes que atuou: Progresso




Nome: Anderson Teixeira Nunes
Apelido: Negraxa
Data de nascimento: 23/03/1994
Estatura:
Natural: Pelotas/RS
Clubes que atuou: Brasil de Pelotas

Meias

Nome: Lucas Bermudes
Data de nascimento: 10/03/1994
Estatura:
Natural: Pelotas/RS
Clubes que atuou: Progresso, Internacional



Nome: Douglas Duarte
Apelido: Douguinha
Data de nascimento: 06/11/1994
Estatura:
Natural: Pelotas/RS
Clubes que atuou: Progresso, Igrejinha


Nome: Leandro Torma
Apelido: Canhoto
Data de nascimento:
Estatura:
Natural:
Clubes que atuou: Progresso


Nome: Alex Fernandes
Apelido: Gaúcho
Data de nascimento: 17/06/1994
Estatura:
Natural: Rio Grande/RS
Clubes que atuou: Rio Grande, São Paulo

Atacantes

Nome: Gleisson Dutra
Apelido: Guegue
Data de nascimento: 29/11/1992
Estatura:
Natural: Santa Vitoria do Palmar/RS
Clubes que atuou: Brasil de Pelotas, Riopardense


Nome: Lucas Nunes
Apelido: Nunes
Data de nascimento: 29/10/1993
Estatura:
Natural:
Clubes que atuou: Novo Hamburgo, Sapiranga, Lajeadense


Nome: Wellington Amorin
Data de nascimento: 23/06/1992
Estatura:
Natural: Florianopolis/SC
Clubes que atuou: Figueirense, Coritiba e Rezende


Nome: Anderson Carvalho
Apelido: Uruguaiana
Data de nascimento: 14/12/1993
Estatura:
Natural: Uruguaiana
Clubes que atuou: Uruguaiana e Ferro Carril
 
 
 



 


G. E. Brasil 3 X 1 Riograndense F. C. - Sub-19

Tive a graça de acompanhar a Delegação do G. E. Brasil - Sub-19 hoje a Rio Grande. Primeiro a emoção de novamente andar no nosso ônibus. Parace bobagem, mas temos que valorizar cada coisa de bom que nos acontece ante o mar de desfortúnios dos últimos tempos. Este ônibus foi uma dádiva. O jogo foi digno de campeonato. A equipe do Riograndense F. C. é treinada pelo Geverton e acho que ele mandou a gurizada papa-areia sentar o sarrafo. Nossos atletas mostraram muita garra, sem no entando deixar o jogo descambar ante a fraqueza do juiz local. Num campo fofo, ondulado e embarrado, a equipe de Cássio demonstrou técnica, domínio de bola e muita disposição. Foram dois tempos distintos com duas disposições táticas diferentes. Melhor que muito jogo dos profissionais o que, infelizmente, hoje em dia não é muito difícil. Claro, observei especialmente o Rudiere e mesmo sabendo que tem muito a progredir, das últimas vinte partidas do Brasil ele, por mim, jogaria umas quinze. Não pensem que nosso Sub-19 foi passear, não o time do Riograndense, além de bater, sabe jogar e também é aguerrido. Parecia um clássico e nos damos bem. Muito bem. Sucesso gurizada!

Rudiere
Cássio e Xavante Munhoso
Este vinte e sete de agosto foi muito especial. Conhecer estes jovens que buscam seu lugar no mundo da bola, encheu o meu coração de esperança. Ficar lado a lado com Cássio, goleraço que ergueu o caneco da Copa Rio Grande do Sul, em 1993, com apenas 23 anos de idade, fez minha alma sonhar. Uma energia impressionante a lembrar os pênalts que consagraram nosso goleiro e estragaram minha garganta de tanto gritar "Cássio! Cássio! Cássio!". Quem sabe Alcides, Alex, Anderson, Cauê, Douglas, Gleisson, Jonathan, Leandro, Leone, Lucas, Patrick, Rafael, Ricardo, Ritierri, Rudiere ou Wellington, não venha resgatar a alegria da Torcida Xavante que sempre viu o Estádio Bento Freitas formar jogadores aguerridos e identificados com "A Maior e a Mais Fiel"? É isto aí gurizada, a bola da vez é vocês. Boa sorte!




domingo, 26 de agosto de 2012

Para mim, o Bra-Pel Eterno

Republico este texto maravilhoso escrito pelo poeta áureo-cerúleo Manoel Magalhães. Uma demonstração do quanto este clássico é importante e marca nossas vidas. Evidentemente, ao longo destes trezentos e cincoenta Bra-Péis, tivemos outros tantos que dilaceram almas Rubro-Negras e áureo-cerúleas. Também tenho meus clássicos inesquecíveis mas concordo plenamente que o de número duzentos e oitenta, do dia nove de outubro de mil novecentos e setenta e sete, foi o mais fantástico desta história maravilhosa. Então vejamos o que nos diz este artista das letras, Manoel Magalhães: 

História de um Bra-Pel, 32 anos depois
Existem momentos que valem uma existência. Instantes que se grudam à memória como seixos em um córrego, acomodando-se à passagem da água, fazendo-nos sorrir de orelha a orelha, mercê de dionisíacas sensações.
Por outro lado, as recordações tristes também deixam à mente marcas indeléveis, cuja invasão tem a força de tornados. Viver, portando, é estar à balança de sensações boas e ruins, apostando que as prazerosas permaneçam sempre, e as desconfortáveis tenham a consistência de nuvens em lavados céus de verão.
Em 1977, aos 23 anos, vivi inesquecível dia de tristeza. Senti-me como viúvo de noiva jovem. Um 9 de outubro amargo, que será lembrado, talvez, no derradeiro suspiro. Hoje, distante 32 anos do fato, sorriso amargo pendurado à boca, penso que a história foi escrita por um demônio brincalhão, alheio ao sofrimento humano.
No Estádio Bento Freitas, absolutamente lotado, defrontar-se-iam Brasil e Pelotas, no terceiro Brapel consecutivo do Torneio Seletivo envolvendo xavantes e áureo-cerúleos, cujo vencedor disputaria o Campeonato Nacional de 1978.
O primeiro jogo foi disputado no campo do Brasil, vencido pelo Pelotas, gol de Flávio Correia, minutos antes do final da partida.
O segundo encontro da dupla ocorreu na Boca do Lobo, ganho pelo xavante, devolvendo ao áureo-cerúleo o esquálido placar de 1 a 0. O gol do Brasil foi marcado por Mickey, deixando à torcida azul e ouro sensação de tragédia no ar.
Desgraça, aliás, que se confirmaria.
Não sei dizer-lhes a cor do dia. A julgar pelo jeito barulhento como a torcida do Lobão chegara ao Estádio Bento Freitas, quero crer que o dia fora luminoso, céu azul, sol de ouro esparramando-se pelas ruas, tomando conta da arena xavante, onde, mercê de grande entusiasmo, os torcedores do Brasil também coloriam as arquibancadas com suas vibrantes cores.
Jovem, entusiasmado, punho cerrado segurando a bandeira áureo-cerúlea, dirigi-me à arquibancada achando que o Pelotas passaria sobre o Brasil como um rolo compressor.
O prognóstico era esse, pois no último jogo realizado na Baixada, o Lobão matara o Xavante no finalzinho, jogando balde de água fria na torcida rival. Esperava-se que o mesmo sucedesse.
O barulho soava ensurdecedor, as torcidas entoando cânticos de louvor, antecipando emoções, aflições, explosões de ira ou felicidade. Quem viveu àquele dia sabe do que estou falando.
No primeiro tempo, o time do Lobão tivera três ou quatro chances de gol, enquanto o Brasil levara perigo à meta de Nei apenas uma vez.
A torcida azul e ouro, na expectativa de grande vitória, dava cambalhotas imaginárias na arquibancada, encurralando o time xavante em seu campo.
Os torcedores, por seu turno, não menos apreensivos, roíam as unhas dos pés e das mãos, entregues à enorme nervosismo, imaginando suas almas voarem pelo estádio como doidos pássaros.
Bem, como quem não faz, leva, capricho divino tornou o Brapel ainda mais dramático. O estádio inteiro esperava que o Pelotas abrisse o placar. Entretanto, Jaci, o guerreiro, pegou a bola e partiu em direção a Darci Munique, truculento zagueiro do Pelotas, o qual, ferozmente, tentou caçá-lo como se fosse um coelho.
Antes, porém, viu Tadeu Silva em posição privilegiada, endereçando-lhe caramelada bola, impossível de ser recusada. O atacante, cingido pelos deuses, fulminou Nei, abrindo o placar.


O inusitado acontecera. Os torcedores do Lobão, em estado de profunda estupefação, experimentaram no espírito o gosto da frustração, à boca as palavras do rei Lear: “Quem pode me dizer quem sou?” A torcida xavante, por outro lado, em estado de graça, esbugalhou olhos, escancarou gargantas, cujos gritos de entusiasmo ainda ressoam no universo.
Os jogadores do Pelotas, surpresos diante de inesperado gol, apressaram o jogo, errando passes. Autênticas baratas tontas dentro do campo. O balão, em razão de estranho sortilégio, ganhara a consistência e peso de chumbo.
A segunda etapa reservaria aos torcedores de ambos os times lances de ópera italiana. Era visível o nervosismo dos atletas e torcedores, eletrificando o Bento Freitas. A sensação era de que qualquer coisa poderia acontecer, decidindo o destino do mais eletrizante dos Brapéis. E, de fato, aconteceu.
Aos 42 minutos, Euclides impediu o gol do Pelotas com a mão, levando o árbitro Luiz Valdir Louruz a marcar penalidade máxima. A torcida xavante viu-se engolindo um iceberg. Os áureo-cerúleos, por outro lado, sentiram-se no céu, aos pés do Criador, ouvindo arpejos divinos.
Era a oportunidade de empatar, forçando um quarto Brapel. O destino, com pruridos de prima-dona, destinava ao time da Avenida Bento Gonçalves inesperado desígnio.
Reza a lenda que Torino pegou a bola, largando-a suavemente à marca do pênalti. O Bento Freitas era um caldeirão cozinhando mudo nervosismo. Ouvia-se o medo e a angústia batendo no peito de xavantes e áureo-cerúleos. Fala-se, inclusive, no som de vísceras alheias.
O atleta, que fora contratado pelo Pelotas para dar qualidade ao meio-campo, observava o arqueiro Nei, impaciente debaixo da goleira.
Uma idéia fixa grudara-se à mente de torcedores xavantes e áureo-cerúleos. Que fado estaria destinado a um ex-jogador xavante, agora vestindo a camisa azul e ouro, prestes a cobrar a penalidade máxima mais importante e inesquecível de sua vida?
Torino correu em direção à bola. O tempo congelou-se. Sentimo-nos feitos de substância leve, praticamente liquefeitos. Ainda hoje experimento as pulsações do coração, estourando em meus ouvidos.
O balão fatiou o ar, em direção à trave esquerda de Nei, roçando-a de leve, perdendo-se na linha de fundo. O Estádio Bento Freitas, por segundos entregue à mortal silêncio, teve seu dia de Etna.
A explosão irrompeu, dilacerando ouvidos, corpos e almas. Torino, parado, em estado de estupefação, olhava o goleiro xavante ainda encurvado pela responsabilidade de defender sua baliza.

Brasil 1 a 0. A sorte do Brapel dos Brapéis estava selada. O xavante ganhara em campo a oportunidade de disputar o tão sonhado Campeonato Nacional de 1978. Os áureo-cerúleos voltaram para casa roendo pedras, postes e tudo mais que encontrassem pela frente. Insones, ouviam a festa da taba xavante.
Rubens Filho 

Manoel Magalhães
Da equipe do blog www.amigosdepelotas
http://www.amigosdepelotas.com/2009/10/historia-de-um-brapel-32-anos-depois.html


sábado, 25 de agosto de 2012

ATLETA XAVANTE VENDIDO PARA O CORINTHIANS

As categorias de base do Grêmio Esportivo Brasil, reabriram as portas fazem 2 anos e o trabalho vem sendo reconhecido. Recentemente o atleta Guilherme Placca foi vendido para a equipe do Corinthians. Guilherme chegou no Xavante no segundo semestre de 2011 e rapidamente já foi integrado a equipe profissional. Em pouco tempo o atleta mostrou seu potencial, fazendo alguns jogos oficiais pela equipe principal.

1º Amistoso
O Sub-20 do Grêmio Esportivo Brasil, realizou um jogo amistoso contra a equipe Sub-17 do Grêmio Atlético Farroupilha. A equipe da casa saiu vitoriosa com o placar de 3x0. Os gols foram de Gleisson, Anderson Uruguaiana e Cauê.
Os comandados de Cassio Ferrari se preparam para a Copa FGF Sub-19 que começa no inicio de setembro.  

 Cauê_FotoCarlos Insaurriaga
 Sub-19 se prepara para a Copa FGF
A categoria Sub-19 do Grêmio Esportivo Brasil se reapresentou no dia 02 de julho visando a competição do segundo semestre. Na equipe houve algumas pequenas reestruturações em termos de jogadores.  Semanalmente a categoria faz um jogo-treino contra a equipe profissional, onde vem apresentando grande crescimento.
Postado por Fabricio Bareno - http://basexavante.blogspot.com.br/2012/07/teste.html