Reconheço que não sou parâmetro adequado para Torcedor nenhum, mas me diverti uma barbaridade hoje torcendo como antigamente. Joguei meu pássaro para as cucuias e fui lá pro último degrau, pertinho da Garra Xavante. Talvez amanhã meu Condor cobre a duplicata devido ao tanto que "sambei" e pulei durante o jogo todo. Uma festa! Não lembrei de Zimmermann e nem tão pouco liguei se era o Clemer quem estava na Casa Mata. Que jogo! Energizado do início ao fim, parecia que os Atletas Xavantes estavam vitaminados. É disto que eu gosto e é isto o que importa para mim. Claro que teve jogador com destaque maior mas meu aplauso vai para o Sciola. Tão odiado, hoje foi um verdadeiro "líbero" na lateral. Salvo três ou quatro patuscadas (sem maiores consequências) esbanjou "força e vontade" voando como um guri na lateral, no ataque e até salvando bola debaixo dos paus. Só para me garantir, atesto que não bebi e não fumei nada. Deu gosto ver o Brasil jogar e, quem não foi, PERDEU.
sábado, 22 de julho de 2017
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Um adeus cirúrgico
E agora, Tche?!?!?! E agora,
Tche?!?!?!
Difícil acolherar as
letrinhas numa hora dessas. Não sou de ficar em cima do muro e atesto que desde
o trombicado Gauchão eu já apostava na troca de nosso treinador.
Digo nosso porque Rogério
Zimmermann abancou-se no coração da Massa Xavante e nunca mais sairá. Daí,
tomar a decisão que Ricardinho tomou não deve ter sido fácil.
Nem vou entrar no mérito do
novo treinador. Não por desprezo, pouco caso ou discordar, mas sim pela
impossibilidade de alguém suprir esta lacuna que hoje sangra. O saudoso Valmir
Louruz, Felipão ou mesmo Tite seriam incapazes de anestesiar esta sensação de
vazio.
O turbilhão da rescisão com
Rogério Zimmermann trouxe o descompasso do coração, da pressão arterial e até
uma ou outra labirintite e a consequência imediata é que alguns ainda estão em
choque.
Mas não podemos esquecer a “sinuca
de bico” e os vinte e seis gols contra até então. E tem mais, como o Presidente
Ricardo Fonseca sempre justificou a permanência de RZ avalizada nos resultados
de campo era evidente que o momento do distrato chegara.
Sintomática era a falência
múltipla dos membros se a decisão não fosse tomada sem mais demora. Sem confiar
nos aparelhos, não tinha outra decisão a não ser a cirurgia radical.
Do resultado para o Clube,
só o tempo dirá. Mas que foi preservado o brilhante trabalho de Zimmermann como
treinador do Brasil, isto foi.
Não há benzocaína capaz de amenizar
aqueles que se debatiam contra a fratura exposta assim como não adianta os
apologistas se empanturrarem de sanduiche.
A era Zimmermann acabou. Um
fim apenas temporal é verdade. Porque RZ agora tem o seu nome gravado na
História. Não pela campanha fraca de agora, mas por seus quatrocentos e oito
jogos e mais de cinco anos ininterruptos comandando a Casa Mata e adjacências.
A simbiose
Ricardinho/Zimmermann teve um brilho incomum e deixou Troféus e conquistas que
confirmam a delicadeza do rompimento.
Em dois mil e treze, o acesso
à Série A do Campeonato Gaúcho depois de uma indigesta temporada na famigerada
Segundona. No mesmo embalo veio a conquista da vaga a Série D do Campeonato
Brasileiro num prenúncio de tempos “áureos”.
Dois mil e quatorze
contemplou a Torcida Xavante com o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro e
o título de Campeão do Interior no campeonato estadual.
Dois mil e quinze nos deu o
acesso à Série B do Campeonato Brasileiro e o Bi Campeonato do Interior do Rio
Grande do Sul.
Dois mil e dezesseis, o
apogeu das vitórias com uma grande campanha na Série B do Campeonato Brasileiro.
Para temperar mais ainda os
feitos de Rogério Zimmermann, duas participações na Copa do Brasil e a disputa
da Copa da Primeira Liga.
Mas, enfim, a despedida
chegou. Ao mesmo tempo em que era esperada, inacreditável que viesse a
acontecer também nos parecia. Algo meio maluco porque não é sempre que se corta
a própria carne.
Ricardinho, troncudo nas
palavras, fez um adeus cirúrgico. Agora é esperar a recuperação. Do Brasil, que
seja já; de Rogério Zimmermann, que seja o quanto antes. Os dois merecem
crescer mais e mais. Até a glória final.
De certo a decisão mais difícil
Ricardo Fonseca foi eleito pela
primeira vez para Presidente do G. E. Brasil em novembro de dois mil e onze e
deverá liderar o Clube do Povo até o final de dois mil e dezoito. Por si só,
este record de tempo como dirigente maior do Xavante já o coloca em definitivo
na Historia do Brasil. Mas a contratação do treinador Rogério Zimmermann e,
principalmente, as conquistas advindas com a Equipe formatada a partir daí
realmente sacramentaram este fato histórico.
Dois mil e onze eram tempos
difíceis visto que o Rubro Negro da Princesa do Sul amargava a famigerada
Segundona Gaúcha. O início da primeira gestão Ricardinho foi complicado e com
algum revés principalmente devido à carga negativa advinda das campanhas
anteriores em busca do tão sonhado acesso à Série A do Campeonato Gaúcho.
Mas já em dois e doze
Ricardinho dá uma tacada certeira e contrata Rogério Zimmermann não só para
treinar o Time como para organizar o Departamento de Futebol e tudo o que dissesse
respeito a Casa Mata e adjacências.
De lá para cá muita coisa
aconteceu e dizerem que RZ mandava e desmandava em tudo era o de menos. Com
certeza, o tempo se encarregará de fortificar algumas histórias e, logicamente,
criará algumas lendas.
Mas e de prático, qual foi
mesmo o resultado deste contrato? Bem, aí é passar manteiga no focinho do gato
porque todo o mundo sabe. Há uma sequência de conquistas até então nunca vistas
e o tão sonhado acesso no Campeonato Gaúcho foi a primeira.
Dois mil e doze, salvo um ou
dois sustos, foi um passeio e o título de Campeão da Série B do Campeonato
Gaúcho foi a credencial determinante para um novo ânimo.
E dois mil e treze?!?!?! Ser
Campeão do Interior ficou barato diante da garra, da organização e
competitividade do Time de Rogério Zimmermann, a descoberta de Ricardo Fonseca.
Na sequência, dois mil e quatorze, o Brasil é Bi-Campeão do Interior Gaúcho e
os sonhos ganham alturas e sentam praça nas competições nacionais.
Crise num clube aqui, noutro
clube ali e o nome de Rogério Zimmermann passa a figurar em listas e mais
listas. Até a crônica de Porto Alegre volta e meia sugere a contratação do
Comandante-em-Chefe do Brasil para clubes de lá, mas Ricardinho segura a bronca
e banca sua estrela maior com antecipações de contrato sem nenhuma dúvida.
Recuperado o terreno a nível
estadual, é chegada a hora de peitar a CBF novamente e recolocar o Brasil no
convívio dos grandes do futebol brasileiro. Pressão daqui, pressão dali
cornetas, alegações mil querendo a troca do treinador porque muitos achavam que
Zimmarmann não se sairia bem na nova competição.
Mais uma vez Ricardo Fonseca
aposta no seu projeto escudado por Rogério. A essas alturas já nem se sabe quem
é quem diante da simbiose fenomenal ocorrida no Bento Freitas.
E deu liga. Começando de
baixo, da Série D, o Time do Brasil foi rompendo barreiras, impondo respeito,
subindo degrau a degrau, como manda o figurino. Passou também pela Série C,
vindo a fixar residência na Série B do Campeonato Brasileiro. Temperando esta
feliz trajetória, a Copa do Brasil e a Primeira Liga atestaram a grandeza do
trabalho de Ricardinho e Zimmermann.
Tudo isto quase à revelia.
Postado muito mais na fé de um projeto e na crença em Rogério Zimmermann do que
na estrutura futebolística do Clube que preside há cinco anos.
Mas exercer a Presidência do
G. E. Brasil tem seu preço e a duplicata foi alta. Apesar das muitas vitórias e
das grandes conquistas, o momento nas quatro linhas não é bom. A Nação Xavante
clamava por uma decisão drástica. Em absoluto há unanimidade, é verdade, mas
uma grande parcela já de há muito exigia o fim da “Era Zimmermann” como já,
merecidamente, está marcado este tempo.
Hoje a notícia eclodiu.
Mesmo muitos querendo (inclusive eu) foi um choque. Um paradoxo porque no fundo
achávamos que Ricardinho não cederia e arcaria com as consequências até o
destino final.
Há tempos que eu não colava
o ouvido no rádio com tanta atenção. Só faltou me beliscar tal a grandeza da
notícia. Trago no peito um sentimento estranho porque sei e não nego a
importância de Rogério Zimmermann para o G. E. Brasil nos dias atuais. Graças a
RZ, partimos de uma famigerada Segundona estadual para a elite não só do futebol
local como a fazer parte entre os postulantes a ocupar a primeira linha do País
do Futebol.
Em momento algum fugi da
raia e acompanho o Brasil sempre, independente de campeonato, classificação,
presidente, jogador ou treinador, mas não posso deixar de manifestar os
parabéns a Ricardo Fonseca e a agradecer a doação de Rogério Zimmermann como
treinador do Brasil.
Na minha opinião, hoje,
Ricardo Fonseca, Presidente do G. E. Brasil, tomou a decisão mais difícil da
vida dele. Obrigado e bola prá frente Presidente.
Foto: Carlos Insaurriaga
quarta-feira, 19 de julho de 2017
Brasil à beira da desobediência civil
Tche! Desculpe-me o
presidente do Brasil, mas alguma providência precisa ser tomada. Não podemos
mais continuar a ver nossas riquezas serem depredadas dessa maneira.
Salta aos olhos a atual
incompetência, o desmanche e a entrega de vitórias tão arduamente conquistadas.
Neste rosário sofrido, a primeira a escafeder-se será a Série B. Daí, óh!, é
ladeira abaixo, complicando a Série C para, em ato contínuo, defenestrar até a
condição mínima para sonhar entre os grandes rapinando a própria porta da
insossa Série D.
Qual o teu medo? Falta
dinheiro? Mas quantos Sócios já se foram desde a consagração da tomada do
Castelão? Estivemos a um passo dos vinte e quatro milhões da Série A do futebol
brasileiro, mas o pensamento pequeno de que “não era o momento” ditou um andar
de caranguejo difícil de ser revertido no atual comando técnico.
O mais triste de tudo isto
nem é a atual classificação e o flerte obsceno com o Z4. E sim ver a atual
Comissão Técnica, de tantas glórias, se baratinar técnica e taticamente num vai
e vem de resultados acachapantes e vergonhosos.
Isto não é de agora, não.
Aqueles Sócios que foram chamados de oportunistas já haviam previsto, dando um
alerta. Foram na contra mão, eu sei, mas deixaram bem claro de que algo
precisava ser feito urgentemente.
O berro da Arquibancada é
outro que está “abafado”. E claro que não é pelo frio costumeiro de nossas
plagas. Sessenta reais num país com mais de quatorze milhões de desempregados?
Ah! Quem está te aconselhando a continuar neste caminho?
Assim como no período “áureo”
não estavas sozinho, hoje poderosos conselheiros, representando o comando maior
das forças vivas do Clube, te dão guarida. Será que até eles estão cegos? Não
veem o caos eminente num Time que já tomou vinte e seis (26) gols em menos da
metade do campeonato?
É, Brasil e Brasil a pique.
Do Temer nada mais espero porque logo ali ele vai ser corrido, também. Mas de
ti, Ricardinho, ainda espero e muito. Não apenas eu, mas a maioria esmagadora
da Torcida Xavante. Ouve a voz do povo representada n’a maior e mais fiel.
Afinal, a construção do G. E. Brasil historicamente tem a comprometida ação de
gente simples e decidida a fazer tudo por esta paixão desenfreada e única.
Se o fardo está pesado, a
decisão é difícil e o cansaço bate à porta, chama o Conselho Deliberativo. No
todo, não parcialmente, para que mais Xavantes possam se manifestar num debate
em busca de um caminho melhor.
Embora atualmente eu esteja
descrente do Comando Técnico, reconheço o grande trabalho e as muitas e
importantes conquistas que Rogério Zimmermann e seus pares trouxeram para o G.
E. Brasil. Mas não dá mais e mudar é preciso. Que RZ tenha novos caminhos e que
o Xavante volte a sonhar com grandes conquistas como é do nosso costume e de nossa
índole.
Brasil 0 X 1 Internacional de Porto Alegre
Foto: Xavante Munhoso
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Em ação, o Ingresso Compartilhado
Mais uma grande iniciativa da Janaína Dos Santos Motta que merece a adesão de tantos quantos puderem. Se às vezes exageramos nas críticas é porque sentimos na pele o que vem acontecendo. De qualquer maneira, não é a primeira vez que algum Torcedor Xavante dá o exemplo e toma as rédeas. Parabéns! Dá-lhe Brasil!
quarta-feira, 12 de julho de 2017
Um Torcedor infiltrado na Diretoria do G. E. Brasil
Tche! A gente vive, vive e
não vê tudo. Em plena época da profissionalização dos clubes de futebol em sua
parte administrativa e de dirigentes ainda vemos casos que saltam aos olhos de
tão amador.
Alguém comparável ao
Ordinário, ao Andrezinho ou mesmo ao lendário Marcola desliza qual bolacha em
boca de véia por entre os mais diversos cargos da diretoria desafiando o bom
senso e as mais elementares teorias de Fayol, Weber, Taylor para ficar apenas
neste trio manda chuva.
Com um poder bélico muito
acima da média, ele guerreia em pé de igualdade contra qualquer adversário que
ouse enfrentar o G. E. Brasil. De posse da latinha então, é covardia e não tem
para ninguém. Acostumado a transformar limão em limonada, por centenas de vezes
foi capaz de motivar a Torcida Xavante em momentos de dificuldades.
Sua maior dor é ver um
Torcedor do Brasil impossibilitado de entrar no Estádio por falta de condições
financeiras para comprar o ingresso. Ele mesmo disse: “Torcedor na frente do
Bento Freitas com radinho sem poder entrar não está certo. Quando fui
presidente, abria os portões aos vinte minutos do segundo tempo”.
Esta declaração foi de
arrepiar. Transportou-me a uma época em que senti na pele este martírio e, por
diversas vezes, míseros trocados lançados no “garrafão verde” recompôs o meu
sorrido numa corrida alucinada rumo às Arquibancadas.
Hoje os tempos são outros. A
tv dita novos parâmetros e a estruturação dos clubes empurra uma legião de
apaixonados para a berlinda num caminho injusto para com aqueles que foram o
bastião maior na origem e crescimento de clubes como o G. E. Brasil.
Amador! Quem pensa que o
diminui quando o chamam de amador engana-se. É aí que ele cresce e o orgulho
transborda aos quatro cantos.
Sem perder sua origem, lidou
e lida com quem quer que seja em busca do melhor para o Xavante e seu tino e
capacidade colaboraram para inúmeras conquistas do Brasil dentro e fora das
quatro linhas.
Enfim, como aqueles que
muito fizeram pelo G. E. Brasil, ele tem o seu nome gravado na História. Não
pelos cargos que ocupou, mas mais, muito mais, pelo tanto que luta, pelo
temperamento e pela convicção absoluta de ser amador, numa paixão rara e muito
pouco igualada.
Este Torcedor infiltrado na
direção há muito tempo, teve acertos e desacertos como todo e qualquer mortal,
mas jamais foi dúbio nas decisões e sempre mostrou a disposição necessária
àqueles que se entregam a uma missão.
Claudio Fabrício Montanelli
é o nome dele. MONTANELLI, verdadeira bandeira a tremular tanto na arquibancada
lotada quanto naqueles jogos em que apenas os mais fanáticos vão, em
cumprimento a um desiderato inquestionável e perene.
Presidente em duas ocasiões,
títulos conquistados e uma infinidade de horas a serviço do G. E. Brasil,
Montanelli destaca-se por transitar em todos os momentos com desenvoltura e
arrojo na defesa daquilo em que acredita e em especial quando tratar-se do
Xavante. Não é de se mixar e tem argumentos mil quando quer alguma coisa.
Mas a vida é inexorável e o
tempo cobra a cada um independente de nossa vontade. Tal qual o acontecido lá
em mil novecentos e onze, uma discórdia gerou esta guinada e o Torcedor
camuflado de dirigente pegou suas tralhas e enveredou Arquibancada adentro.
De certo a família festeja a
decisão tomada. Mas que o coração corcoveia, corcoveia. Fecha-se um ciclo.
Será?
De minha parte só posso
dizer: Que Amador... Obrigado Montanelli!
Cláudio Fabrício MONTANELLI - Amador
foto: Xavante Munhoso
domingo, 9 de julho de 2017
Domingo ensolarado
Abraçado em meu machado,
sento a pua na madeira que, chorando, deita ao chão. Não há morte, apenas
transformação e o destino próximo será assar uma costela bem gorda, num
churrasco redomão temperado no sal grosso e na fumaça da lenha ainda verde.
Embora tente, não há como
esquecer este teclado tapado a farelo de sanduiche. Não deu outra, liguei o not
véio e taquei a dedilhar esta zoeira matuta.
Os dedos, lascados na lida
do rompe mato, agora deslizam avidamente tentando acompanhar um turbilhão de
pensamentos. Temer, Aécio, PT, PSDB, PMDB, Dirceu, Cunha e uma canalhada
infinda infestam meus pensamentos. Quanta repugna, quanta desilusão ao lembrar estes
ladrões pátrios. Será que vão conseguir calar a “Lava-Jato”?
De mansinho, tento desviar
dessas desilusões. Mesmo assim, as ideias continuam atrapalhadas. Obras, Bento
Freitas, Zimmermann, Ricardinho, Série D, C, B, Comissão de Obras, Leandro
Leite, G4 e o temível Z4 veem à tona tonteando-me mais que esta canha que me
acompanha suavemente.
Aconchegado em um banco
falquejado de um pinheiro, meu rádio repercute músicas gauderias daquelas de
fazer a infância chegar abençoada pelas lembranças de Santa Vitória.
Claro, o futebol sempre
vence. Não que eu jogue alguma coisa, mas impregnado na minha paixão. Torcedor
nato, nem precisei fazer uma escolha. Veio com a vida e o Xavante é minha veia
maior. Identidade pura, sem contra partida e apenas comandado por meu coração
sigo até onde Deus quiser esta sina maravilhosa.
Vi Caçapava, Birinha,
Osvaldo, Andrezinho, Joceli, Silva, Marco Aurélio, Geovio, Mortoza e, claro, nosso
mais recente ídolo Cláudio Milar reinarem sob o berro d’A Maior e Mais Fiel.
Sei que é injusto citar apenas estas estrelas quando a constelação é comparável
à soma das oitenta e oito constelações conhecidas.
Deslizando perigosamente,
vejo o meu Xavante flertando com a turma de baixo da tabela. Que coisa horrível
e perigosa só de pensar. Dezenove gols contra em doze partidas. Há quanto tempo
não se via isto? E agora Rogério Zimmermann? Não te agacha tche! Põe fogo nesta
fornalha para o “Trem Pagador” voltar.
Um fenômeno pior ainda
penumbra o horizonte. Torcedores de fé (?!?!?!) dizem saírem do Quadro Social
em represaria ao palavreado reinante tanto cá quanto lá. Oportunistas, cuecas e
outras alfinetadas embaralham o meio de campo. Claro que não vou citar aquela
enxurrada de besteiras chulas propagadas on-line porque ai sim o meu teclado
transbordará de imundícies.
Numa cutucada discreta meu
rádio diz: “Eu prefiro ser/ Esta metamorfose ambulante/ Eu prefiro ser/ Esta
metamorfose ambulante/ Do que ter aquela velha opinião sobre tudo/ Do que ter
aquela velha opinião sobre tudo/...”. É Raul Seixas invadindo a área para eu cair
na real.
Logo agora que eu ia falar
do Oeste e do Figueirense. Taí seis pontos que não podem faltar. “Uh!
Caldeirão!” como estará? É fato consumado: Nóis endeusa, mas Nóis corremos
também.
Antonio Fierro, Bento
Castelã, Chico Fuleiro, Galego, Luiz Filipe, Mano Menezes, Óscar Urruty, Osvaldo
Barbosa, Paulo Cotelari e Walmir Louruz, entre tantas feras que já comandaram “Os
Negrinhos da Estação” massageiam minhas lembranças.
Agora quem dá o tom é Rogério Zimmemann com suas inegáveis conquistas. Mas RZ conseguirá a cereja do bolo para a Massa Xavante? O retorno à elite do futebol brasileiro está na mente de muito Rubro Negro desde aquele famigerado canetaço. Quantas agruras passamos até chegar a era Zimmermann? Depois dessa grande bonança deixará cair a rapadura?
Agora quem dá o tom é Rogério Zimmemann com suas inegáveis conquistas. Mas RZ conseguirá a cereja do bolo para a Massa Xavante? O retorno à elite do futebol brasileiro está na mente de muito Rubro Negro desde aquele famigerado canetaço. Quantas agruras passamos até chegar a era Zimmermann? Depois dessa grande bonança deixará cair a rapadura?
O sonho é o mesmo. Ganhar,
ganhar e ganhar; sempre em busca de mais outra Taça. E eu, como sempre, estarei
na Baixada ao lado do G. E. Brasil esteja quem esteja nas quatro linhas, na casamata
ou com o poder da caneta na mão.
O sol se foi e a
segunda-feira bate à porta anunciando uma semana cheia de emoções. Oeste na
terça e Figueirense na sexta de certo determinarão as batidas de meu coração e
de milhares de outros Torcedores do G. E. Brasil. Resistirá a Casamata? Espero
que sim, mas como dizem por aí: “A fila anda”.
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