Geraldo Camejo, o Gelo, relembra Histórias vividas junto com os "Xavantes do Bolicho".
domingo, 2 de outubro de 2016
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Conexão Xavante – O Canal do Torcedor
Tche! Não está fácil
organizar a agenda de entrevistas. Chamar de entrevista é meio forte eu sei. Na
verdade trata-se de uma conversa ao pé da orelha onde cada um dos que por aqui
passam contam um pouco de sua História na sublime jornada de acompanhar o G. E.
Brasil País afora.
As recordações, às
vezes, atravessam gerações. Netos e bisnetos narram o que ouviram no seio da
família. Tios e amigos também passam oralmente as façanhas há tanto tempo
vividas. Hoje muitos jovens sabem de onde vem esta paixão que sentem pelo
Xavante e acrescentam ao que receberam na família suas próprias aventuras e
assim contribuem também para o crescimento da fé no “Clube do Povo”.
Mais de um século se
passou desde que Breno Corrêa da Silva e Salustiano Brito deram o seu grito de
liberdade e fundaram o G. E. Brasil naquele sete de setembro de mil novecentos
e onze. Títulos vieram e derrotas aconteceram sedimentando uma força rara nos
campos do continente.
A partir da Princesa do
Sul, conquistou o Estado gaúcho sendo o primeiro Campeão depois de uma
sensacional vitória contra o Grêmio Foot Ball Portoalegrense por cinco a um em
pleno Porto Alegre. Era o ano de mil novecentos e dezenove e a saga Rubro Negra estava só começando.
Ainda no século passado
singrou mares até a antiga Capital Federal. No Rio de Janeiro, disputou aquela
que talvez seja a primeira competição nacional. Foi em mil novecentos e vinte,
quando juntamente com o Fluminense F. C. (campeão carioca) e o C. A. Paulistano
(campeão Paulista) o G. E. Brasil participou de um torneio organizado pela
então Confederação Brasileira de Desportos, antecessora da hoje CBF.
O resultado maior dessa
disputa, além do troféu recebido e da consagração natural que tamanho convite
gerou, foi a convocação para a Seleção Brasileira do atleta Alvariza, do G. E.
Brasil. No jogo Chile zero Brasil um em Viña del Mar, Ismael Alvariza marcou o
gol da vitória brasileira entrando para a história. Além de ser o primeiro
gaúcho convocado para defender a “Canarinho” foi também o primeiro jogador do
Rio Grande do Sul a marcar pela Seleção Brasileira.
E por aí vai esta
História repleta de feitos.
Em mil novecentos e
cinquenta e seis o G. E. Brasil sacode o continente americano com a épica
“Excursão pelas Américas”. Foram vinte e oito partidas em nove países, das
quais ganhou dezesseis, empatou seis e perdeu apenas seis jogos. Fez setenta e
cinco gols e sofreu cinquenta.
Até hoje nenhum time
brasileiro fez tamanha façanha e incluo aqui o fabuloso Santos de Pelé. De
lambuja, no dia quinze de julho o Xavante venceu o Olímpia do Paraguai, que não
perdia há dezoito anos para clubes estrangeiros em seu estádio, por três a dois.
Com início em quatorze
de julho, esta façanha do G. E. Brasil terminou em quatro de outubro de mil novecentos
e cinquenta e seis, totalizando cento e quatro dias de excursão numa maratona
até hoje não igualada por clube algum no País.
E por aí vai: em
cinquenta, o Brasil ganhou por dois a um da “Celeste” em pleno estádio
Centenário, no Uruguai; em oitenta e cinco, sacudiu a Nação naquela espetacular
vitória contra o Flamengo de Zico, Zagalo e uma infinidade de craques; e, no
ainda quentinho dois mil e quinze, calou o Castelão trazendo para o Bento
Freitas a tão sonhada classificação para a Série B do Campeonato Brasileiro.
Estes são versos de um
Clube guerreiro. Forjado na luta e no amor de sua Torcida. E é isto que nos empolgou
a ponto de enfrentar o desafio de procurar outras histórias. Aquela história
guardada no coração de cada um que participou um pouquinho que seja da
metamorfose que transformou aquele clube surgido após uma “briga” na cervejaria
no autêntico representante do Interior gaúcho.
“Conexão Xavante – O
Canal do Torcedor” vem somar aos inúmeros canais do youtube e páginas do
facebook e narrar, história a história, a emoção vivida pelo ente maior dos
acontecimentos que consagraram o G. E. Brasil. O Torcedor Xavante, este ser profetizado
por boca adversária e que fez jus a analogia com a guerreira tribo dos Xavantes
lá das bandas mato-grossenses.
Curta, compartilhe,
prestigie; numa dessas, você é o centro das atenções testemunhando mais uma
façanha daquela que é disparada “A maior e a mais fiel” Torcida do Interior do
Rio Grande do Sul.

Xavante Munhoso em entrevista a RBS (17.04.15)
logo após a demolição das velhas Arquibancadas
do Estádio Bento Freitas.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Adeus peixe Dourado!
Lamentavelmente, às vezes, a notícia é terrível e difícil de ser anunciada. Faleceu um dos Xavantes mais importantes nessa contenda do Novo Bento Freitas. Conhecido como "Peixe Dourado" por sua façanhas nos grandiosos tempos do parquet deslizou brilhantemente na História do G. E. Brasil. O sepultamento de Milton da Silva Peil será hoje às 14h no Cemitério São Francisco de Paula. Deixo aqui os meus pêsames à família do Peixe e à toda Nação Xavante.
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
"Esquema Brasil"
Juiz Sérgio Mora confirma e elogia, o "Esquema Brasil". Cautelosamente, não quis apontar o celebro por trás de tudo isso embora, de maneira escancarada, a Torcida Xavante aponte Rogério Zimmermann como o grande mandante lá no Bento Freitas. Vejam, na foto em anexo, a equalização da façanha.
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Na Torcida Xavante_10.09.16ALM_1517
Xavante Munhoso conta
algumas de suas Histórias a Cesar Porto, dando início à série “Na torcida Xavante” que vem para
oportunizar aos Rubro-Negros passar um pouco de suas experiências e emoção ao
lado do G. E. Brasil e sua maravilhosa Torcida.
Este primeiro vídeo
serviu de teste e, para as próximas histórias vamos melhorar a apresentação do
trabalho.
A certeza é uma só, a
cada entrevista será convidado um Torcedor diferente e a manifestação de
integrantes de Núcleos e de Torcidas Organizadas fará parte dos vídeos que vem para
mostrar às novas gerações um pedacinho da contribuição que cada um deu para a
grandeza do nosso Clube e da Torcida Xavante.
Prestigie e passe adiante
essa ideia. Você também poderá contar suas aventuras e experiências, ao lado da
maior e mais fiel Torcida do Interior do Rio Grande do Sul.
Xavante Munhoso
xavantche@gmail.com
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
G. E. Brasil – 105 anos de glórias
Tche! Ontem foi mais um
dia maravilhoso na companhia da Torcida Xavante. A data, prá lá de especial,
assinalou os cento e cinco anos de fundação do G. E. Brasil. Para falar a
verdade, este aniversário vem sendo comemorado há muito tempo. Que ano! Que
loucura! Que felicidade! É bem por aí, diante do momento especial que vivemos.
Alheios às dificuldades e tropeços políticos do País, “Os Negrinhos da Estação”
estão deitando e rolando dia após dia nesse ano de dois mil e dezesseis.
Numa organização da
Associação Cresce Xavante, a programação constou de mateada, exposição de
Camisetas do Brasil, brinquedos infláveis, visitação às Obras da nova
arquibancada e, claro, samba; muito samba porque ninguém é de ferro e sambar
está no nosso sangue.
A ideia da exposição
das Camisas partiu de William Cezimba e num piscar de olhos aderiram Maiclen
Wasieleski, Maicon Wasieleski, Thiago Miranda Colecionador e Xavante Munhoso.
De fora ficou Marcelo Barboza e João Cris Brasil, justamente os dois maiores
colecionadores de Camisetas do G. E. Brasil. O Marcelo, que mora em Santa
Catarina e o João, de São Leopoldo/RS, já avisaram que da próxima vez podemos
contar com a presença deles. Além das Camisas, livros, fotografias, recortes de
jornais antigos, medalhas e até uma sunga da época de Caçapava e Birinha
estavam ali para a velha e a nova geração de Xavantes recordarem um pouco da
História maravilhosa do “Clube do Povo”.
Sem juiz para xingar,
desde cedo Rubro Negros de todos os rincões chegavam e partiam logo para o
abraço porque realmente o dia foi de grande festa. Entre um aperto de mão e
outro, vá cerveja, chimarrão, churrasquinho e lanches em geral porque saco
vazio não para em pé.
Nem deu para ver o
tempo passar diante de tanta conversa e Histórias contadas e recontadas a cada
amigo que chegava. Tudo sob o embalo de César Lascano, Pagode na Calçada,
Matheus Almeida e Xavabanda que animaram a festa até à noite. O friozinho da
época e aquela chuvinha fraca tentaram atrapalhar, mas não deu nem cócegas
porque quando Xavante cai no samba não há juiz que separe.
É isto aí! Após o tombo
de dois mil e nove e aquele intervalo de dois ou três anos, a caminhada da
Torcida Xavante vem sendo abençoada numa recompensa justa à maior e mais fiel
Torcida do Interior do Rio Grande do Sul.
Difícil agradecer a
todos que lutaram para este momento chegar. Então o negócio é seguir em frente
e honrar o prognóstico profético daquele adversário que, sabiamente, falou:
“Eles são uns Xavantes!”.
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
A Nação Xavante está em festa 070916
Tche! Este texto de
2014 continua atual e por muito e muito tempo assim permanecerá. Neste ano de
2016, acrescento nas lutas e conquistas do G. E. Brasil a reconstrução do
Estádio Bento Freitas e esta excepcional campanha que o Time faz no Campeonato
Brasileiro – Série B. É mais uma epopeia na vida deste Clube guerreiro. Num
recomeço contínuo, a metamorfose em busca da perfeição continua. Esta perfeição
pode até não existir, mas e daí? O que conta é a busca, a luta, a certeza de
que nada é impossível para quem tem “A maior e mais fiel Torcida” do Interior
do Rio Grande do Sul. Enfim, Brasil País e Brasil Clube continuam sua senda em
busca da felicidade plena. Ora se alcança, ora não, mas o que importa realmente
é a luta. Parabéns Pátria amada! Parabéns Xavantes!
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A Nação Xavante está em festa
Sete de Setembro,
data gloriosa para o País e para o G. E. Brasil. 1822 e 1911 estão intimamente
ligados para os Torcedores do Xavante da Princesa do Sul. Embalados pelo
orgulho de ser brasileiro, cultuam esta data a cada ano que passa. Não é por
acaso que os tremores da Nação assemelham-se aos tropeços desse Rubro Negro tão
festejado. Mas também salta aos olhos a alegria que cada Torcedor sente na hora
da festa. Tal qual o País, batucam e sambam como ninguém. Inúmeras são as
semelhanças onde cor e religião, transitam naturalmente como se todos fossem um
só. Da ostentação da vitória à cura das feridas de guerra Brasil – Nação e
Brasil – Clube, vivem o dia a dia na maior algazarra.
Numa sentença
abençoada, um torcedor do maior adversário taxou: “Eles são uns Xavantes!”. Não
deu outra, tal qual os guerreiros do Mato Grosso, os Índios de Pelotas partem
em busca das vitórias como se fosse a última coisa a fazer. Por onde andam fica
a certeza de que realmente esta é “A Maior e a Mais Fiel”. Manchetes e mais
manchetes de jornais, rádios e televisão registram as façanhas dos “Negrinhos
da Estação”.
Os Xavantes
galhardamente estufam o peito quando falam do Primeiro Campeão Gaúcho. Mas é
difícil afirmar que essa é a maior glória porque, além das centenas de Taças,
marcaram terreno no Campeonato Nacional de 1985 com um honroso terceiro lugar.
Flamengo, Santos, Cruzeiro e Atlético, entre outros sentiram a força do Estádio
Bento Freitas e testemunharam a grandeza dessa paixão desenfreada que cada
Torcedor tem pelo Brasil. Na verdade, a Baixada é um verdadeiro Caldeirão a
dissolver os oponentes que por aqui passam.
Não pense que este
Clube vive apenas de jogos local e nacional. Não. A Seleção do Uruguai que o
diga, porque está marcada com um homérico 2X1 em pleno Centenário de Montevidéu
no dia 19 de maio de 1950. Esta partida carimbou o passaporte para jogos no
continente e, em 1956, aconteceu a maior excursão que um clube brasileiro já
fez em solo latino. Foram mais de 100 dias e milhares de quilômetros pelo
continente com jogos em nove países. Em 28 partidas, a “Excursão pelas
Américas” reafirmou o espírito aventureiro das equipes formadas pelo G. E.
Brasil e trouxe na bagagem um saldo de 16 vitórias, 6 empates e apenas 6
derrotas. 75 gols a favor e 50 contra atestaram a qualidade do futebol
apresentado pela equipe treinada por Gastão Leal. Numa época em que o meio de
transporte primava por navios a vapor e trens, o “Trem Pagador” passou por
Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, países da América do Sul e Panamá,
Costa Rica, Honduras, El Salvador, países da América Central. A ressaltar nessa
verdadeira epopeia, o jogo Olímpia 2 X 3 Brasil. Esta vitória acabou com uma
imensa invencibilidade do time portenho que fazia 20 anos que não perdia para
um clube estrangeiro e estava prestes a se tornar campeão nacional.
Poderia passar dias
e dias escrevendo sobre o Brasil – País e o Brasil – Clube e não conseguiria
destacar todas as semelhanças desses gigantes. Numa mensagem resumida, destaco
as palavras que Tufi Salomão repetia diariamente em seu programa radiofônico
Manhã Alegre: “Se o Brasil não fosse o Brasil; o Brasil não seria o Brasil. Mas
como o Brasil é o Brasil; então o Brasil é o Brasil”.
Salve Sete de
Setembro de 1822!
Salve Sete de
Setembro de 1911!
Salve o Brasil – o
Campeão do bem querer!
Xavante Munhoso 070914
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