quarta-feira, 27 de março de 2019

Brasil, Ele está de regresso

Dentro do contexto atual, a volta de Rogério Zimmermmann pode até ser festejada porque é público e notório a incapacidade do Brasil para sair do atoleiro em que se meteu sem um nome forte no Vestiário.

Devemos para Deus e todo o mundo, daí impossível contratar um treinador com gabarito de Série B.

Minhas mutucas dizem ainda que RZ até agora não estava empregado porque contava como certa esta volta. Afinal, o Brasil deve uma grana considerada para ele e mais dia, menos dia este acerto ocorreria.

Ah! Mais do que nunca, Carlos Kila é dispensável. Então vale o meu mantra de novo: "Fora Kila! Fora Kila! Fora Kila!"

Foto: Carlos Insaurriaga


quarta-feira, 13 de março de 2019

Tá ruim demais

Este Time é muito ruim mas eu não vou abandonar o Brasil numa hora dessas. Eu só peço uma coisa para os "bons de Vestiário": chutem o balde, mandem as palminhas e o amém prás cucuias. É hora de jogar bola. Rezar sim, mas sem exageros porque Deus já deve estar de saco cheio. Inspirem-se no Sciola já que vocês não devem saber quem é Silva, Hélio, Andrezinho, Caçapava, Birinha e por aí afora.



Brasil 1 X 4 São Luiz


Que fiasco!

Mas são bons de Vestiário.

Sai com tamanha vergonha do Estádio que até chorar foi impossível.

Pela primeira vez em minha vida comprei uma bebida para afogar as mágoas e saí Barroso afora engolindo aquele chope com uma gana para não dar tempo nem de pensar no que aconteceu dentro de campo.




domingo, 10 de março de 2019

A vingança


Em tempos de internet a imbecilidade humana não desgruda de corpos atrasados e almas vadias.
Só isto pode justificar o que dois ou três “torcedores” do Avaí F. C. fizeram contra um ônibus que trazia Torcedores do G. E. Brasil na viagem de retorno logo após o jogo em que o time catarinense saiu vencedor por dois a zero.
Florianópolis é uma terra belíssima com praias convidativas e gente prá lá de alegre e hospitaleira.
Literalmente acampamos na Praia do Campeche e a recepção que tivemos foi digna de um povo educado, alegre e receptivo.
Aquele mar azul esverdeado é uma coisa de outro mundo e jamais vou esquecer.
Com água límpida, sal a gosto e a temperatura como todo banhista gosta, foi um convite irresistível e de cara dei uns mergulhos para assinar minha rápida estada por lá.
À tardinha fomos para o Estádio da Ressacada cheio de esperanças, pois a vitória apesar de difícil era possível.
Que engano; aos trinta e dois minutos do primeiro tempo o juiz e o bandeirinha anularam um gol legítimo do Brasil. Um a zero ali seria a consagração e a história do jogo decerto que seria contada de outra maneira.
Desde o início, o estádio inteiro só ouvia o canto da Torcida Xavante. Como sempre, a maior e mais fiel do Interior gaúcho estava presente fazendo a festa com muito grito e batucada. Samba de primeira como é nossa marca registrada.
O gol do Brasil mal anulado deu um safanão, claro, mas não quebrou o ânimo dos Xavantes que de imediato passaram a tecer os tradicionais elogios ao “homem de preto”. Eram 32 minutos e cada vez mais a esperança da vitória consagradora era certa.
Terminou o primeiro tempo e a copa do estádio lotou de Xavantes ávidos por uma boa cerveja geladinha. Até aí ninguém pensava em afogar as mágoas e sim aproveitar para calibrar o gogó para a parte final da peleia.
Coisa estranha isto visto que aqui em Pelotas é proibida a venda de bebidas alcoólicas dentro dos estádios. Proibição inócua visto que os amantes da loirinha enchem a cara fora do estádio e não dá nada.
Recentemente a Assembleia Legislativa gaúcha aprovou um projeto de lei que libera a venda de bebidas alcoólicas em estádios do RS, mas o governador vetou e agora está todo o mundo esperando a Assembleia derrubar o veto para fazer a festa novamente.
Báh! Mas chega de rodeios e vamos aos fatos acontecidos nas terras de Hercílio Luz em sete de março de dois mil e dezenove pela Copa do Brasil.
Mal começou o segundo tempo e o lateral do Brasil deu uma furada desgraçada resultando em seguida no primeiro gol do Avaí.
Foi aí que deu para perceber a torcida do time da casa. Praticamente mudinha desde o início, explodiram na comemoração do gol achado.
Mesmo perdendo por um a zero, a Torcida Xavante tomou fôlego e passou a incentivar mais ainda o Time que lutava bravamente em busca da vitória.
Mas a incredulidade se fez presente quando o zagueiro Nirley foi expulso após uma voadora num jogador do Avaí. Vi o lance de frente e aí até minha alma sentiu que a vaca já já iria pro brejo.
Não deu outra. Aos doze minutos os catarinenses marcaram o segundo gol e agora só os mais empedernidos acreditavam ainda que dava para empatar e fazer o crime nos pênalts.
A maior e mais fiel curtia um misto de dever cumprido por acompanhar o Time em mais um jogo e uma raiva compreensiva contra o juiz algoz que anulara aquele que seria o gol salvador do Brasil.
Terminada a partida chegou a hora de recolher as faixas enquanto os tambores Xavantes ainda embalavam a Massa que se fez presente.
Parecia que tudo tinha terminado ali e Copa do Brasil para nós agora só no ano que vem.
A espera de praxe para a torcida visitante sair do estádio foi exigida pelo policiamento responsável pela segurança. É uma coisa chata, mas plenamente compreensível nos tempos de agora.
Enfim partimos. De cabeça inchada, mas já pensando no próximo jogo do G. E. Brasil.
Na estrada tudo corria normalmente num trânsito calmo e tranquilo. Alguns dormiam enquanto outros remoíam a derrota amarga.
De repente, um estouro. “Quem caiu?”, alguém perguntou. “Foi uma mochila”, respondeu outro. Procura daqui, procura dali e nada de anormal dentro do ônibus.
Paramos à beira da BR-101. Todos desceram e constataram o inacreditável.
Alguns imbecis apedrejaram o ônibus. Foram de uma gana e crueldade sem tamanho. Atiraram direto no motorista. A intenção era diabólica mesmo. Coisa de quem já entregou a alma para o Diabo há muito tempo.
Decerto que este ato horrível foi planejado muito antes do jogo porque a peleia transcorreu dentro da zoeira normal e aceitável quando duas torcidas se encontram num estádio a lutar por seus times.
Acredito que isto foi vingança. Vingança covarde visto que cometida contra pessoas que nada fizeram contra esses ordinários travestidos de “torcedores do Avaí”.
De resto é agradecer a Deus. Um milagre nos salvou e estamos prontos para a próxima peleia.
Não mais pela Copa do Brasil. É Gauchão. Campeonato raiz como diz a mídia do momento.
São Luiz, Pelotas e Veranópolis estão no nosso caminho e precisamos de toda energia para enfrentar esses adversários gaudérios.
Se na Copa do Brasil éramos franco atiradores agora a responsabilidade é muito maior.
Ainda mais que o G. E. Brasil é o atual Vice-Campeão Gaúcho. Não dá para errar mais e três vitórias são necessárias para passar à próxima fase. Depois veremos como fica.




quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Quebramos a gangorra


Tchê! A coisa estava ruim, muito ruim. Sete rodadas haviam transcorrido e nenhuma, nenhuminha vitória do Brasil.

Justo no ano do centenário do inédito título de Primeiro Campeão Gaúcho faríamos um fiasco sem tamanho?

A sina pelotense desenhava-se assustadoramente contra o Clube do Bento Freitas.

Daí jogadores que eu e tanta gente reprimimos encarnaram o Espírito Xavante e deram show no campo de plástico do São José.

Que segundo tempo! Que alegria! Que emoção!

Ver o G. E. Brasil estraçalhar o adversário é algo que não tem preço para mim.

Já sou macaco velho nesses embates gauchescos e até de Campeonato Brasileiro, mas cada jogo tem a sua história e esta do Passo d’Areia é mais uma que contarei sempre.

Falar da Torcida é chover no molhado. Novamente se fez presente. Vibrou, xingou, torceu como sempre.

Mesmo nos momentos mais incrédulos, empurrou o Time e praticamente estava dentro do gramado. Ops! Aquilo não é gramado não senhor.

De cara o E. C. São José jogava água para molhar uma “grama” que só na cabeça dos mais alienados existe ali. Muito provavelmente queriam obter alguma vantagem por conhecerem melhor o “terreno”.

Coincidência ou não o Zequinha abriu o placar logo aos cinco minutos arrebentando com os neurônios dos Xavantes ali presentes e de todos aqueles que assistiam o jogo pela tv ou escutavam nas ondas do rádio.

Um primeiro tempo dramático arrastando aquele um a zero amargo para nós Xavantes até os quarenta e cinco e tanto se somarmos os acréscimos torturantes de ontem.

Mas desta vez Tupã estava atento e Papa inspirado.

Sabe-se lá a mijada ou o afago que o novel treinador Xavante impôs no vestiário.

Foi outro jogo. Branquinho personificou Milar e Michel fez gol. Tudo deu certo.

Alívio, festa, samba e muita algazarra tomou conta daquela Massa que até pouco espiava pecados cometidos e outros tantos a cometer.

Ainda falta muito para acabar este sofrimento, mas uma vitória como a de ontem, além de dar um recado aos adversários, nos põe a mil pelo Brasil.

E todo o mundo sabe, quando o Time se junta à Torcida Xavante não há Cristo que nos segure.

“Vai dar trabalho/ Vai dar trabalho/ o Rubro Negro joga bola prá caralho”.

É isto sim.

Se até Zagalo teve que nos engolir, por que não socar todo o mundo que atravessar nosso caminho agora?

Xô Satanás! Te manda gangorra.

Campeonato Gaúcho, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e num futuro não muito longe, Libertadores, é este o nosso lugar.

Dá-lhe Brasil!

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E. C. São José 1 X 3 G. E. Brasil

Brasil: Carlos Eduardo, Ricardo Luz, Leandro Camilo, Nirley, Pará, Leandro Leite, Sousa, Diogo Oliveira, Daniel Cruz (Helder), Branquinho (Bruno Paulo) e Michel (Velicka). Técnico: Gutavo Papa.


Este é Damasceno,
antecipando os três gols que o Brasil faria no São José.
Outro que pressentia a grande Vitória Xavante.



















Nas fotos de Xavante Munhoso, XavanTur rumando a Porto Alegre em busca de mais uma grande vitória Rubro Negra. Graças a Deus, tudo deu certo e hoje o Campeonato voltou a ter o G. E. Brasil como postulante ao Título.