sexta-feira, 6 de abril de 2018

Depressão pós-Daronco


Tche! Eu não fui para este jogo questionando a superioridade técnica do Grêmio de Porto Alegre, mas acreditava sim que poderíamos trazer um bom resultado de lá e vir a decidir o Campeonato Gaúcho no Estádio Bento Freitas.

Mas interpretações recorrentes a favor de Grêmio ou Internacional e que, não raramente, tiram um atleta de campo deixando o time adversário em grande desvantagem dão um desfecho absolutamente previsível tendo em vista a total desestabilização das equipes do Interior.

Foi uma derrota desgraçada, alavancada no apito de um juiz tendencioso. Abraçado ao status quo federativo e com o beneplácito da imprensa porto-alegrense que eternamente aquinhoa seus queridinhos com um espaço cada vez maior em detrimento de todos os outros participantes de nosso regional.

Será que ninguém nunca vai questionar a construção do disparate técnico e patrimonial existente entre Grêmio e Internacional ante as dezenas de outros clubes do Rio Grande do Sul? Atente-se que não falo só por agora, mas por um século de futebol praticado de mil novecentos e dezenove até este ano de dois mil e dezoito. Ah! Só no ano que vem teremos realmente cem anos de competições.

Tudo bem, mas o máximo que um clube do Interior conseguirá é igualar o record do Guarany da cidade de Bagé que tem a façanha de um bi-campeonato. Foi campeão em mil novecentos e vinte e repetiu a conquista em mil novecentos e trinta e oito.

Há oitenta anos o clube da Rainha da Fronteira conseguiu ser bi-campeão e de lá para cá nenhum outro clube conseguiu ganhar a competição por mais de uma vez. A não ser, claro, os rapineiros da Capital que esmagam a tudo e a todos com o seu poderio econômico e decisões dúbias e cheias de controvérsias.

Brasil, Bagé, Americano, Cruzeiro, Pelotas, São Paulo, Farroupilha (9º Regimento), Rio Grande, Grêmio Santanense, Riograndense-RG, Renner, Juventude, Caxias e Novo Hamburgo têm seus nomes na lista dos que tiveram a graça de superar a dupla porto-alegrense. São quatorze conquistas que, somadas ao bi do Guarany-BG chegam a dezesseis taças guardadas em armários outros que não os de gremistas ou colorados.

As trinta e seis (virtuais trinta e sete) vezes em que o Grêmio foi o grande campeão, somadas às quarenta e cinco conquistas do Internacional atestam que algo está errado e muito possivelmente a “interpretação” de lances de jogo como o ocorrido na partida ocorrida na arena gremista no dia “primeiro” de abril de dois mil e dezoito podem ter sido o papel preponderante para tal disparate.

A cada ano estes números aumentam o peso nos ombros daqueles que têm o dever de apitar segundo regras nem sempre fáceis de aplicar porque a interpretação dada ao lance vem carregada de um histórico protecionista descabido.

A Justiça prega que, na dúvida, pró-réu. Mas no futebol gaúcho a dúvida é substituída pela interpretação e esta não raramente é pró-dupla grenal. São umas marionetes repetindo decisões em favor de Grêmio ou Internacional; Internacional ou Grêmio num rosário profano sem igual.

Num “sistema” descaradamente protetor de quem não precisa proteção e que, na hora H, acalca qualquer emergente que se ponha no caminho de eternos postulantes ao título máximo só nos resta a indignação embora esta não possa perdurar por muito tempo.

Domingo tem jogo de novo e o G. E. Brasil terá (teoricamente) noventa minutos para neutralizar a espetacular vantagem que a expulsão de seu atleta Sciola deu ao Grêmio de Porto Alegre. Reverter um quatro a zero a favor de gremistas ou colorados é algo extremamente difícil principalmente por tudo o que normalmente acontece em campos gaúchos na hora do pega prá capa.

Refeito de minha tristeza ou não, estarei no Estádio Bento Freitas como todo e qualquer Xavante para mais esta batalha. O juiz não será o Daronco, mas faz diferença?


























Sálvio critica arbitragem de Grêmio e Brasil de Pelotas: 'Interferência no resultado'


Comentaristas repercutiram fala do treinador do rubro-negro, que reclamou muito dos juízes

sábado, 31 de março de 2018

Enfim a decisão!


A noite vai ser longa novamente, mas já faz parte da rotina dos Torcedores do G. E. Brasil. Quantas terras visitadas? Quantas batalhas? Quantas brigas desiguais sendo decididas na mais pura paixão da Nação Xavante?

Do abestado Lazaroni a esta vergonhosa atitude da atual diretoria do Grêmio de Porto Alegre há um ranço próprio daqueles que fazem tudo para defender o seu território custe o que custar, doa a quem doer.

Como se não bastasse a ótima condição técnica do time da Capital o “Tricolor do Olímpico” tem que usar de subterfúgios baixos e intempestivos. Tudo no afã de garantir uma vantagem a mais perante um adversário que ousa enfrenta-lo de igual para igual.

Determinar apenas oitocentos ingressos à Torcida Xavante nesta hora é um insulto porque todo o mundo sabe que “Somos muito mais do que isto”. Em um estádio com capacidade próxima a sessenta mil lugares o lógico seria reservar de cinco a seis mil lugares aos torcedores visitantes. Se não, de que adianta um flair play jogando a bola para a lateral em plena partida para atender atleta adversário?

E nesta hora FGF e RBS calam como sempre calaram quando algum clube do Interior ousa desafiar seus protegidos. Patrocínios e espaços midiáticos endeusam dois e jogam ao purgatório, dezenas de clubes interioranos. É sempre assim. Pode ser o Brasil, o Caxias, o Juventude, o Novo Hamburgo, o São Luiz, o Avenida ou qualquer outra equipe que se atrever a brilhar mais do que a dupla gre-nal.

Parece haver um artigo na lei maior do Estado determinando a presença de Grêmio e Internacional na decisão do campeonato regional. Diuturnamente a imprensa porto-alegrense trata o futebol gaúcho como uma laranja partida ao meio.

Só enxergam a dupla rapineira dos sonhos do Interior e a qualquer um que entrevistam perguntam: “Grêmio ou Inter?”. Como se não existisse o São Paulo, o Cruzeiro, o Ypiranga, o Esportivo, o Glória, o Pelotas e tantos outros que, na Primeira ou na famigerada Segundona, tem sim seus torcedores e merecem um lugar no coração daqueles que amam o verdadeiro futebol.

O episódio de agora fez eu lembrar dos acontecimentos de dois mil e quatorze quando, sem o ingresso e enfrentando barreiras da polícia militar, aventurei-me a esta mesma arena para torcer pelo Time do meu coração. Na época o Grêmio tinha "liberado" uns duzentos e poucos ingressos para a Torcida Xavante se não me falha a memória e perdi o jogo para um gol com a mão de Luan que o árbitro não viu...

Foi uma insanidade minha, eu sei, mas que Xavante aguenta ficar de fora de decisões como estas? Vi o jogo da “Geral do Grêmio” rezando para tudo quanto era santo diante do risco de ser reconhecido. Sobrevivi e cá estou. Pronto para mais uma batalha.

Futebol é apaixonante justamente porque tem malucos que torcem pelos mais diversos clubes e aqui no Rio Grande do Sul não são apenas dois não. Como querem fazer crer lá na Capital.

Logo amanhecerá e o ronco dos motores dará o ritmo até à tarde. A partir das dezesseis horas a toada será uma só e a Arena da AOS ouvirá o que todos nós Xavantes cantamos desde o amanhecer até o findar do dia: “... Muito mais que um vício/Muito mais que amor/É meu Xavante querido/A raça do Interior...”.

Será dois, talvez três mil Xavantes a torcer e gritar em Porto Alegre, mas poderia ser mais. Muito mais, não fosse esta decisão repugnante, mesquinha, desproporcional, covarde tomada pelo Tri-Campeão da América.










quinta-feira, 29 de março de 2018

Ato covarde do Grêmio de Porto Alegre

Decisão repugnante esta tomada pelo Grêmio de Porto Alegre, mas a lava-jato há de chegar até eles via OAS. Quero ver agora FGF, se a entidade mater do futebol gaúcho saberá defender também os interesses do Interior. Dá-lhe Brasil!
Xavante Munhoso em protesto de 2014


Infelizmente, os gremistas tomaram esta decisão repugnante, mesquinha, desproporcional, covarde. Eu não deixarei de ir. Com ingresso ou sem ingresso estarei naquele circo super-faturado da OAS. Já fui em 2014 e vi o Brasil encarar eles de igual para igual. Eu estava lá, amocosado na Geral do Grêmio e tive o prazer de ouvir e ver eles brigarem entre si porque, mesmo dali, ouviam a Garra Xavante tocar mais alto do que aqueles bumbos argentlizados deles. Vocês não têm ideia da minha loucura mas farei tudo novamente se for preciso.

Ao fundo a Torcida Xavante dando o tom da festa
Apertando, mas Xavante Munhoso cumprindo seu destino.
Torcer pelo G. E. Brasil é minha vida.
Mas eu não era o único maluco, não.
Havia também o Paulo e tantos outros
Rubro-Negros espalhados no estádio da OAS.
Ingresso transformado em relíquia Histórica
Passagem do Embaixador, a melhor empresa do Estado
Riscos? Claro que há riscos.
Mas Deus sempre coloca anjos em nosso caminho
e Hermes Ceratti Marques foi um deles
a me guiar naquela noite de 26.03.14

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Uma multidão invadiu o Bento Freitas hoje (30.03.18) em busca do ingresso. Pode até parecer pouco para vocês gremistas, mas se nós derrubarmos o Tri-Campeão da América o Mundo inteiro vai ficar sabendo e festejar. Dá-lhe Brasil!


Não foi fácil, mas consegui. Alô Diretoria do Grêmio de Porto Alegre! Estarei sim no campo da OAS. Dá-lhe Brasil!


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Nota do editor: O Grêmio de Porto Alegre voltou atrás e disponibilizou mais 1.100 ingressos para a Torcida Xavante. Este arrego é manteiga no focinho do gato. Queremos mais.
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Temo lá! Temo lá!

Como é para o bem de todos e a felicidade geral da Nação Xavante, estou vivo e irei a Porto Alegre. Dá-lhe Brasil!





quarta-feira, 28 de março de 2018

G. E.Brasil

Hoje eu acordei pensando em Você
e em mais uma Taça.

Rubro-Negroooooooôôô!
Rubro-Negroooooooôôô!
Rubro-Negroooooooôôô!

Campeão da Taça Centenário da FGF 2018

Taça 1º Campeão Gaúcho 1919

Bi-Campeão do Interior  2015

Campeão da Cidade 2004
Bra-Pel 9 contra 11 no Salão de Festas





Nilvio Benitez Severo - O Guardião Xavante

Xavante Munhoso na área... Gol do Brasil!