sexta-feira, 10 de março de 2017

100 mil visualizações do blog Xavante Munhoso



Para quem começou sem grandes pretensões e querendo apenas ter um cantinho para colocar velhos rabiscos apontados em agendas rotas, cadernos velhos e até em papel de pão, atingir cerca de cem mil visualizações não deixa de ser uma boa marca.

Acolherar as letrinhas de forma harmoniosa ou, às vezes, sem pé nem cabeça é coisa que faço desde os tempos de mandinho. Daí, me tornar um a blogueiro foi como passar manteiga em focinho de gato.

Para falar do meu atual blog, este que está beirando as cem mil visualizações, tenho que fazer justiça à minha primeira experiência on-line. Não pensem que foi no falecido Orkuti. Não, lá até tive boas pendengas com Xavantes e com áureo-cerúleos (no tempo em que eles teclavam na internet). Refiro-me ao meu primeiro blog. Ele ainda existe e pode ser lido por aqueles que me dão a honra de curtir minhas "viagens".

http://xavantemunhoso.zip.net/ hoje está inativo em termos de postagens, mas tem registros meus para quem quiser ver. Comecei no dia vinte e um de janeiro de dois mil e oito com a mensagem "Em Busca do Espaço Sideral" e postei até o dia dezoito de novembro de dois mil e dez. Infelizmente, nesta última postagem cometi um erro de ortografia no título da mensagem. A "matéria" não é minha e sim algo que copiei da turma de Caxias do Sul por achar interessante. Na época, percebi o erro e quando fui corrigir tive a surpresa. Só poderia continuar postando no antigo blog se eu passasse a pagar.

Ora bolas! Eu pagar para escrever? Gosto das letrinhas, mas não estou com essa bola toda. Contra a vontade deixei o erro e parti para um segundo blog. O antigo está lá parado no tempo. Com cerca de vinte mil visualizações, está a espera de que eu o reanime. Mas a fila anda fazer o quê?

Como já falei, a ideia inicial era ter um cantinho para transcrever velhas anotações, mas como uma cachaça, passei a sorver esta mania religiosamente. Fisgado, passei a escrever novas "coisas" em vez de apenas copiar aquilo que já tinha alinhavado em épocas passadas. Versos e poemas ficaram esquecidos em definitivo no instante em que o coração ditou a ordem: "Fala do Brasil e sua maravilhosa Torcida".

Foi um renascer; talvez um atrevimento, uma leviandade ou sei lá o quê. Acontece que deu liga e "A História do Brasil Segundo o Xavante Munhoso - Cronologia de uma Paixão" confirma a minha linha de pensamento. Foi o primeiro texto de minha autoria posto no meu atual blog. Este que está surfando nas cem mil visualizações graças a você que me lê neste instante.

Estas cem mil visualizações estão distribuídas em setecentos e cinquenta e nove (759) postagens. Além do Brasil (País), o blog http://xavantemunhoso.blogspot.com.br/ é lido em mais nove países. Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Rússia, Argentina, Chile, França, Haiti e Filipinas têm Xavantes e leitores em geral que me dão a graça de saber que não escrevo para as paredes (parodiando o que minha mãe dizia quando me dava aqueles abençoados sermões).

Espero não estar dizendo nenhuma bobagem, mas foi isto que descobri varrendo os porões estatísticos do meu blog. Gráficos, curvas, números e outras mumunhas foram a base para eu jogar a modéstia para escanteio e vir aqui dar uma de bom e me exibir. Claro, sei que estou longe, muito longe daqueles blogueiros feras que aparecem no Jô Soares, Faustão e outros tubarões da comunicação brasileira, mas acho que dou para o gasto.

Agradeço aos que se dão ao trabalho de acompanhar o que escrevo. Reafirmo que não tenho nenhum compromisso com a rima e nem com exatidão da palavra. Não, meu compromisso é com meu coração. Ele é o regente e único culpado por eu estar aqui. Quando ele parar, adeus Tia Xica.

Para finalizar, talvez a frase mais vezes escrita por mim e que atesta tudo o que sou e o que sinto: “Xavante Munhoso na área... Gol do Brasil!”

Xavante Munhoso em foto de Tiago Rodrigues Bastos

terça-feira, 7 de março de 2017

Pausa para o chimarrão

É, a peleia foi das boas. O São Paulo é freguês de caderno mas jogar contra os papa-areia é sempre um enrosco. O negócio agora é aproveitar este tempo maior até a próxima partida para treinar, treinar e treinar. O Time carece de liga e algumas peças ainda mancam. Vamos lá Rogério Zimmermann, não te agacha tche!

Como eu sou apenas um Torcedor, vou sorver meu chimarrão enquanto curto mais esta vitória. Dá-lhe Brasil!












sábado, 4 de março de 2017

Agora é Caixa!


O G. E. Brasil será o primeiro clube gaúcho a ser patrocinado pela Caixa.
Contrato será assinado no próximo dia 15, antes da partida contra o Grêmio

Está confirmado e já tem data para iniciar. A partir do próximo dia 15, com a assinatura do contrato e exposição da marca já no jogo contra o Grêmio, a Caixa Econômica Federal, histórica e centenária instituição financeira brasileira, será a patrocinador master do GE Brasil. O contrato será de um ano e o banco terá sua marca exposta nos uniformes do clube e em diversos espaços nas redes sociais e no estádio Bento Freitas. A confirmação veio em reunião na Superintendência Regional do  banco, em Pelotas. O Brasil será o primeiro clube do Rio Grande do Sul a ser patrocinado pela Caixa.
No próximo dia 15, data do jogo contra o Grêmio, dirigentes da Caixa estarão no Bento Freitas para a assinatura do contato de patrocínio. A Caixa estará estampada na camisa oficial de jogo, na parte frontal, no peito, e na parte traseira, sobre o número. Diversas ações serão criadas para beneficiar o cliente Caixa e o associado rubro-negro.
fotos do site do G. E. Brasil

Para o superintendente regional Extremo Sul da Caixa, Adilson Christovam, “há de se considerar que o futebol é o primeiro esporte do país, presente no imaginário social do povo brasileiro, seja pela prática ou pela identificação com algum ídolo ou equipe esportiva. Os torcedores do GE Brasil têm uma forte ligação com o seu clube, fato reconhecido por todos”, frisou o gestor.
Os contatos entre GE Brasil e Caixa perduraram alguns meses. Do interesse do banco até a comprovação do clube em estar com todas as obrigações para receber o patrocínio, que inclui uma série de documentos e certidões, diversos agentes participaram da aproximação entre as duas instituições, dentre eles o ex-goleiro do clube e deputado federal, Afonso Hamm. O patrocínio da Caixa ao GE Brasil, inclui uma série de contrapartidas do clube, entre elas o incentivo ao futebol de base e a criação do futebol feminino rubro-negro. - Por Jonathan Silva


domingo, 26 de fevereiro de 2017

Brasil X São Paulo

Infelizmente, num ano em que tínhamos tudo para fazer uma excelente campanha e disputar o Título Gaúcho estamos de calculadora na mão fazendo contas para não cair. Sei que ainda dá até para classificarmos entre os oito, mas não ganhar dessas babas que hoje representam o Internacional de Porto Alegre é frustrante. Acorda Rogério Zimmermnn!  

Chegamos à sexta rodada com quatro magros pontos. Deus me livre se o Brasil não ganhar dos Caturritas. Até aqui, foram cinco jogos sem sequer ter o plantel completo. Montanelli vacilando na entrevista pós-Internacional de Porto Alegre e eu aqui agoniado por não ver o nosso Time ganhar daquelas perebas. Mas, futebol é futebol e, felizmente, poderemos chegar à quinta posição se tudo der certo. Para isto precisamos de alguns acontecimentos a nosso favor. Nada impossível e sim coisas tipo:
a)      Vitória do Brasil
b)      Derrota do Internacional de Porto Alegre
c)      Derrota do Veranópolis
d)     Derrota do Cruzeiro

A semana será eletrizante. De um lado a ânsia para o jogo pelo Campeonato Estadual no dia cinco de março (domingo) aqui no Estádio Bento Freitas, de outro, a expectativa pela partida diante do Fluminense, lá no Rio de Janeiro na quarta-feira (01.03.17) pela Primeira Liga. No momento, são duas competições praticamente simultâneas e isto pode ser um complicador a mais.

Temos ainda o Campeonato Brasileiro – Série B com início previsto para o mês de maio. Daí, alguém pode pensar: “Ora bolas! Que diachos este cara quer? Não está contente?”. É companheiros e companheiras! Acontece que não está fácil para nós, Torcedores Xavantes. O Time minguou. Os resultados sumiram e a luz de advertência está acesa. Levamos uma eternidade para contratar e, pior, perdemos jogadores que eram melhores do que os atuais.

Se antes tínhamos o conjunto, agora estamos batendo cabeça enquanto os adversários vão tirando lascas e mais lascas da nossa Equipe. Uma pena; não era para ser assim.

O fio terra está ligado em Rogério Zimmermann, Claudio Fabrício Montanelli e Ricardo Fonseca. O deles vai arder caso os resultados positivos não voltem a ser a tônica na Baixada. Se alguém cair, que não seja o G. E. Brasil.


sábado, 18 de fevereiro de 2017

Rafael

Cheguei ao Estádio Bento Freitas cedo. Ainda palpitava no meu coração aquela vitória contra o Criciúma. Dois gols de Sua Santidade, o Papa, deixa qualquer Xavante em estado de êxtase. Na verdade, ando meio cabreiro, sestroso até e para a peleia de hoje não poderia chegar de sangue doce. É jogo de Gauchão, cavernoso e no momento atual qualquer vacilada rasga como corte de adaga. Com um pontinho na tabela é hora de afiar os cascos e partir para a briga com tudo.

Contra Nós, um velho conhecido, o Ypiranga da cidade de Erechim. Este está marcado a ferro e fogo porque foi o primeiro clube a manifestar-se contra a participação do G. E. Brasil no campeonato de 2009 sem o risco de ser rebaixado. Para quem não sabe ou não se lembra, na ocasião o ônibus que conduzia a delegação Xavante despencou numa ribanceira vindo a falecer Claudio Milar, Régis e Giovani. Além das perdas irreparáveis, diversos atletas sofreram lesões graves e o Clube teve que montar outro Time a menos de uma semana do início da competição. Como o campeonato tinha que iniciar na data prevista, deram uns quinze dias para o Brasil preparar o novo Time. Jogadores contratados às pressas, sem condições físicas, de técnica limitada, o fracasso era anunciado aos quatro cantos do mundo. E foi o que aconteceu. Para recuperar o tempo, a FGF impôs jogos de dois em dois dias. Foi uma carnificina e ganhar uma única partida foi a maior glória daquele ano.

Enfim, o tempo passou. Após penar três anos na famigerada Segundona, fizemos um dois mil e treze brilhante e reconquistamos o nosso espaço no campeonato maior do Rio Grande do Sul. Depois da conquista do Acesso, o Brasil foi Campeão do Interior nos anos de dois mil e quatorze e dois mil e quinze sacramentando o seu destino no futebol gaúcho. E não ficou por aí. No âmbito nacional também esbanjou categoria e além de duas participações na Copa do Brasil, trilhou o caminho da Série D, Série C, chegando a Série B do Campeonato Brasileiro demonstrando a recuperação futebolística após aquela desgraça.

Fora das quatro linhas o G. E. Brasil também demonstra pujança. Além da organização administrativa, partiu para a reconstrução total do Estádio Bento Freitas. É certo que, ao finalizar esta grande façanha, estará em pé e igualdade com os maiores do Estado. Isto é fácil de prever porque o patrimônio mais importante o Xavante já o tem há muito tempo. É a sua Torcida. “A Maior e a Mais Fiel” garantirá as conquistas que hão de vir num futuro bem próximo.

Junto aos milhares que hoje assistiram a vitória do G. E. Brasil frente ao Ypiranga de Erechim estava o Rafael. Pouco gritou. Mas seus olhinhos infantis brilhavam e corriam prá lá e prá cá não querendo perder um lance. Hora olhava para o campo; hora olhava para a Torcida; hora olhava para esse maluco aqui que não parava de fotografá-lo.

Sorriu mais ainda quando Gustavo Papa fez um a zero para o Brasil. Por um instante pensei que o Rafael ia voar. Mas não, eram os braços de seu pai que o levantaram o mais alto possível. Como uma oferenda a dizer: “Olha Rafael! Um a zero para o Brasil!”. E assim foi o jogo todo. Em campo, o Brasil dando de relho no Ypiranga de Erechim; na Arquibancada, a Torcida Xavante pulando na batida da Garra. E o Rafael? Bem, o Rafael ora estava no colo do pai; ora estava no colo da mãe. Claro, às vezes voltava para o mundo dele e batia um papo com o universo de anjos que festejavam aquele momento numa comunhão que só os inocentes sabem fazer.

Com seus três ou quatro aninhos, Rafael não viu o segundo gol do Brasil. Nem o berro da Torcida Xavante o acordou. Nem precisava, dormia feliz, curtindo seu bico e certo da vitória conquistada. Seu celebro já registrara o momento e de certo um dia Rafael contara para seus filhos e seus amigos dessa noite. A noite de seu primeiro jogo no Estádio Bento Freitas. Foi uma grande vitória. De lavar a alma e serenar os corações. De fato, nada melhor para dormir em paz.

Rafael, o Brasil jogou com: Eduardo Martini; Éder Sciola, Cirilo, Leandro Camilo e Marlon; Leandro Leite, João Afonso, Lenilson, Aloísio (Wender) e Marcinho (Jean Silva); Gustavo Papa (Galiardo) – Técnico: Rogério Zimmermann. Gustavo Papa fez um a zero aos trinta e dois minutos do primeiro tempo e Jean Silva aos quarenta e oito minutos do segundo tempo fez dois a zero, placar final da partida. Foi uma linda noite, com uma vitória importante e a Torcida Xavante saiu em festa.

Rafael é filho de Arileno e Luciana e representa bem o a eterna renovação da Torcida Xavante. É de pai para filho. É de mãe para filho. Numa contínua procissão de amor ao G. E. Brasil. É lindo, muito lindo ver este fenômeno a cada jogo. Centenas e centenas de crianças junto com seus pais, suas mães, tios, tias, vôs e vós que seguem os passos tal qual outros pais, outras, mães, outros tios, outras tias, outros vôs e outras vós fizeram.

Vão todos na mesma batida, vão todos na mesma Torcida, vão todos em busca de mais esta taça. Não é qualquer curva que vai parar “a raça do Interior”. Dá-lhe Brasil!













sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Check in feito com gana

Hoje tem Bento Freitas e é contra o clube que foi o algoz de nos obrigarem a disputar o Gauchão/2009 todo espedaçado. O Ypiranga de Erechim não pestanejou em votar contra a possível proposta da Federação liberando o G. E. Brasil do rebaixamento. É hora de dar o troco! Dá-lhe Brasil!


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Comando Rubro Negro

Ufa! Enfim a primeira vitória de dois mil e dezessete aconteceu. Foi pela Primeira Liga, num jogo contra o Criciúma de Santa Catarina, no Estádio Bento Freitas, por dois a um. Sua Santidade, o Papa, abençoou-nos com dois gols em noite festiva para a Torcida Xavante.

Do Time, ainda há pouco a falar e a premissa de uma zaga formada por Evaldo e Leandro Camilo pode trazer noites de sono mais tranquilas. Nas laterais, eu ficaria com Marlon e Wender e fincaria Leandro Leite como um destroier à frente dos defensores. Podem mandar fazer as figurinhas de Nem, Lenílson, Aloísio e Jean Silva também. Se corrigir os chutões em direção ao nada, é claro que Eduardo Martini continuará a ser o número um do Brasil. Quanto ao centro-avante, bem, não tem outra, tem que ir às compras.


Quando o Time não encanta em campo, sobra tempo para observar outras coisas. Sim, porque não é à toa que o Bento Freitas é o Estádio mais humano que existe. De rondão vejo os treme terra da Garra Xavante rompendo caminho em direção à arquibancada “provisória” no seu ritual de décadas.

No vácuo do ritmista deslizo feito bolacha em boca de véia e chego num segundo ao lugar mais alto da Arquibancada. Ali é meu altar. Ali sou canonizado como membro inconteste d’A Maior e Mais Fiel Torcida do Interior. Da panorâmica, vejo que ainda é cedo e poucos estão no Estádio.


Uma luz ofusca minha vista deixando-me como morcego em pleno meio-dia. O que é isto? Pergunto a mim mesmo num monólogo finito e sem resposta. Restabelecido do clarão, vejo a realidade e sorrio satisfeito com a novidade. São os novos refletores do Estádio Bento Freitas. Sei que a parceria foi grande, mas só consigo lembrar nesta hora de Carlos Renato Costa Moreira. Ele vai ficar “puto da cara” comigo por citá-lo, azar, ele merece os créditos numa justa gratidão por seu trabalho a favor do G. E. Brasil ao longo dos anos.

Com a bola rolando, as atenções passam para o Onze Rubro Negro e ganhar é a única possibilidade que eu admito para esta noite. Não quero ver o circo pegar fogo, antes pelo contrário, só estou a fim de farra e de comemorar. Sem um pila no bolso, a cerveja foi dispensada e o bom e velho churrasquinho de gato está longe do meu alcance então o negócio é xingar bem o juiz. Não sou de ver o jogo “técnico ou taticamente”. Isto é coisa para europeu ou assinante de “pei-per-viu”. Daí, para mim, o Brasil tem que ganhar, ganhar ou ganhar.


O time de Santa Catarina veio com uma gurizada sub-20. Sabem jogar direitinho, bonito até, mas tropeçaram na experiência de Gustavo Papa que estava em noite diferenciada. Aos trinta e aos quarenta e um minutos do primeiro tempo Sua Santidade estufou as redes fazendo-me sorrir de orelha a orelha num prazer aprisionado desde o início do ano. Foi de lavar a alma e restabelecer o corpo para as próximas partidas. É assim que eu sou, sem firulas, só paixão.

No intervalo do jogo foi só contemplação. Na minha cabeça, a rapadura estava liquidada e era hora de observar o movimento da Torcida. O auê de quem está ganhando é bem diferente e as preocupações somem como dinheiro antes do mês findar.


Como tem ido mulheres e crianças aos jogos do G. E. Brasil e ver as famílias no Bento Freitas é um colírio para quem acredita que podemos crescer mais e mais. Com minha Canon vou registrando esta metamorfose e uma cena fisga o meu coração. Um pai pacientemente deixa seus filhos curtirem a sensação de ver o jogo grudado na tela. Uma mistura de orgulho e felicidade deve comandar as batidas do coração dele neste momento. Quantas vezes ele mesmo já não deve ter feito esta proeza? Raramente eu vejo o jogo grudado na tela. É só em ocasiões especiais e eu geralmente estou com muita gana. Dá vontade de entrar em campo...


Na contra mão, vejo a nova Arquibancada fechada, isolada, inerte, cabisbaixa a implorar a glória de sentir o pulsar da Torcida Xavante novamente. Foi um parto sua construção. Liberada aos trancos e barrancos, lotou na estrondosa vitória contra o Vasco da Gama e curtiu o jogo diante do CRB quando ganhamos também. Faltam detalhes para o seu uso pleno e o prazo dado era o suficiente não fosse o ruído na linha.



Felizmente, as bandeiras voltam a tremular na Baixada. E a Torcida Organizada “Comando Rubro Negro” liderou a festa. Um show! Nada se compara a um mar de bandeiras num estádio de futebol. De alma lavada, voltei para casa. Louco que chegasse o dia do novo jogo do G. E. Brasil. Não me importo se pelo Campeonato Gaúcho, Primeira Liga, Campeonato Brasileiro ou até amistoso. Eu quero é jogo. Mas tenho a minha condição absoluta. É ganhar, ganhar ou ganhar. E se o juiz “atrapalhar” e dar uma força para o adversário? Bem aí também me vou para a tela.