sábado, 9 de julho de 2016

Nota de esclarecimento 07.07.16

Sobre a veiculação da relação de antigos patrocinadores do Clube

O Grêmio Esportivo Brasil vem a público asseverar que ao longo de sua história sempre pautou suas ações dentro da legalidade e repudia qualquer especulação maliciosa que atente contra sua imagem e de seus membros diretivos, a qual representa mais de cento e quatro anos voltados a atender os anseios de sua imensa torcida, dignificando a cidade de Pelotas e o estado do Rio Grande do Sul no cenário esportivo deste país.
Com base nisso, e como não poderia ser diferente, provenientes da captação ou por oferta, os patrocínios que lhe servem de apoio financeiro sempre se dão mediante contratação em que o Clube jamais tem gerência sobre as atividades de seu contratante, figurando apenas como beneficiário do valor aportado para tal com a contraprestação de exposição da marca do patrocinador em suas dependências, material esportivo ou outra maneira definida nas pretensões então ajustadas, como, por exemplo, a participação de atletas ou comissão técnica em eventos por eles proporcionados.
No que diz respeito aos fatos trazidos a público presentemente por alguns segmentos de mídia, os quais envolvem patrocínio negociado no ano de 2010, cuja procedência dos referidos recursos auferidos pelo patrocinador a serem direcionados para isso faz-se questionada em matérias jornalísticas, o Clube deixa claro que tal contratação não se fez de maneira diversa a que sempre adota com qualquer contrato de patrocínio, bem como não teve nenhum de seus dirigentes diretamente ligados a tais empresas.
Outrossim, vale lembrar que na oportunidade o Clube, combalido de recursos, vinha ressentindo-se do trágico acidente de 15/01/2009, cuja comoção teve proporções nacionais, algo que inclusive o fez amargar o rebaixamento para a segunda divisão do futebol gaúcho de 2010, embora ainda tivesse prevista para o segundo semestre do ano a disputa da série C do campeonato brasileiro, o que enfim acarretou na oferta do referido patrocinador, tendo essa contratação se dado a obedecer total lisura e registro fiscal correspondente.
Dessa forma, o Grêmio Esportivo Brasil tem por repudiar a vinculação de sua imagem e de seus dirigentes em quaisquer publicações que os vinculem com a suspeita prática delituosa de que trata o teor das referidas notícias, considerando a manutenção de tais exposições um atentado ilícito e nocivo a seus direitos. Algo do qual merece e impõe o devido respeito.

Grêmio Esportivo Brasil

quinta-feira, 7 de julho de 2016

quarta-feira, 29 de junho de 2016

CADÊ O MEU ESTÁDIO, PRESIDENTE?

Talvez ainda não tenha caído a minha ficha mas ter que jogar mais uma vez em Caxias do Sul bateu direto no meu fígado. Como sabem, estou enfeitiçado pelas Obras e, por isso mesmo, tenho relevado possíveis erros na tomada de decisão para montar as "temporárias". O tempo urge e precisamos da sinergia Torcida/Estádio/Time o quanto antes.

---------------------------------
O título deste tópico e o texto a seguir é de meu amigo Marcelo Barboza escrito no Blog Xavante e assino com letras maiúsculas.
---------------------------------

Grêmio Esportivo Brasil, clube da cidade de Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul, com 104 anos de muitas batalhas e consquistas. Conhecido como o clube do povo, dos negrinhos da estação, nunca teve regalias para se manter vivo. Nesses 104 anos muitas intempéries ocorreram, dentro e fora do campo. Mas a torcida do Brasil sempre manteve o clube vivo.
As últimas décadas foram de muito sofrimento, perdemos jogos imperdíveis, perdemos nossa honra e o pior, perdemos nossos ídolos. Mesmo assim o time da negrada se reergueu. Em 2012 chegou no clube um comandante que elevou o Brasil à patamares jamais imaginados em tão pouco tempo. Junto com um grupo de jogadores comprometidos com a raça que o torcedor do Brasil sempre pediu. A direção do clube teve seus acertos, correndo para fora do clube pessoas que só queriam aparecer e largando o futebol na mão de quem realmente entende de futebol, o treinador Rogério Zimmermann.
O Brasil foi bi campeão do interior no Gauchão e de time “sem Série” no Campeonato Brasileiro, conseguiu ser vice-campeão da Série D, terceiro colocado na Série C e chegou à Série B. Como time, o Brasil evoluiu muito além do imaginável. Mas como clube, ainda estamos atrasados em relação a nós mesmos.
Um novo estádio está sendo construído, com recursos da venda de um terreno que vários torcedores compraram no passado e cederam ao Brasil. Ou seja, um novo Bento Freitas está sendo erguido sem dinheiro algum sair dos cofres do clube. Chegamos à Série B, teremos um novo estádio e o time vai muito bem dentro do campo. Tudo certo? Não.
No início das obras da nova arquibancada do placar, já se sabia que a mesma ficaria pronta somente por meados de julho, sendo liberada para os jogos lá por agosto. Então a direção do Brasil conseguiu liberação junto à CBF para jogar os quatro primeiros jogos em casa com o estádio com capacidade reduzida para 7 mil pessoas. Essa liberação ocorreu no mês de Abril, ou seja, há mais de dois meses. Desde lá, a direção executiva do clube sabia que após o quarto jogo em casa, contra o Luverdense dia 03/06, o Brasil precisaria ter o estádio liberado para 10 mil pessoas, conforme regulamento da competição. O que a direção do Brasil fez nesse período? NADA. Ficaram esperando que a CBF prorrogasse o prazo de quatro jogos, o que até aconteceu. O jogo com o Tupi ainda foi realizado no Bento Freitas. E esperar algo de bom logo da CBF, entidade que nunca cooperou com o Brasil. Ou esperavam um milagre para que a obra ficasse pronta para o sexto jogo em casa, com o Náutico, em 21/06?
Por que não demoliram as arquibancadas da Neto e começaram lá em abril a montagem de novas arquibancadas móveis como estão fazendo hoje? Por que minha gente? POR QUÊ? É inexplicável.
A torcida do Brasil, que sempre carregou esse clube, que sempre sonhou com essa Série B, agora precisa viajar até Caxias do Sul para ver os jogos que seriam em casa. É inaceitável jogarmos contra Bahia e Náutico, por exemplo, dois grandes clubes, com 200 torcedores em Caxias do Sul, em um dia de semana. Era jogo para Baixada lotada. E a imprensa de Pelotas não questiona o motivo das arquibancadas móveis não estarem prontas e liberadas desde abril. Aceitam argumentos do presidente do clube como “mau tempo”, “chuvas”, como culpados pelo estádio não estar liberado. Conivência um tanto quanto estranha. Tenha paciência.
Agora o Brasil gasta o seu pouco dinheiro alugando o Estádio Centenário, hotel, deslocamento e alimentação. Depois dos jogos vão para as rádios choramingar que o clube passa dificuldades, que não tem dinheiro e aquele mimimi todo.
A incompetência para se administrar um clube de futebol na Série B do Campeonato Brasileiro é até compreensível, visto o histórico de erros. Mas burrice como essa, não tem como aceitar.
Portanto senhores Ricardo Fonseca e Armando Desessards, dia 16 de julho de 2016 queremos o estádio Bento Freitas liberado para a partida contra o Vila Nova-GO. É obrigação. Saibam que em um dos maiores momentos da história do clube, vocês cagaram com tudo.
A torcida do Brasil irá cobrar essa data. Portanto façam o que não fizeram até agora. Trabalhem.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

NovoBentoFreitas_Obras23.06.16ALM_9393


Eu estou extasiado até agora. Realmente é muito emocionante assistir um momento desses. Parecia até que os Torcedores que estavam lá voavam. Um momento ímpar onde o medo e a emoção andavam de mãos dadas. Fiz um vídeo. Vinte minutos de coração na boca. Adrenalina pura, como um pênalt errado e que o juiz manda bater de novo e o goleiro adversário deixa a bola escapar bem devagarinho e ela mal passa a linha do gol.



quinta-feira, 16 de junho de 2016

10 fotos e uma paixão_16.06.16

Xavante Munhoso na área... Gol do Brasil!

Foto 1 – Xavante Munhoso se preparando para ir ver as Obras do Novo Bento Freitas;


Foto 2 – Xavante Munhoso em visita à Central do Sócio, ocasião em que é flagrado com sua amiga Mani Kinha;


Foto 3 – Máquinas trabalhando onde antes era o Departamento Amador;


Foto 4 – Meia cancha à moda antiga com centro-médio, meia-direita e meia-esquerda;


Foto 5 – concreto – Se quando as arquibancadas eram feitas de tijolo e argamassa duraram 40 anos, esta de agora vai a um século;


Foto 6 – Operários montando as Móveis da Goleira de Fundos;


Foto 7 – Mudinho marcando em cima do lance;


Foto 8 – Fiscais da Obra na dura tarefa de palpitar e papear o dia inteiro;


Foto 9 – Xavante Munhoso orgulhoso, como sempre;


Foto 10 – A metamorfose acontece diariamente.











G16

"Começa a falhar o oxigênio em meu cérebro, um torpor domina minha consciência mas, alheio a tudo isto, eu só quero uma coisa: vitória. Sei lá se vai ser com o Washington ou sem Washington, não importa, eu quero uma vitória fora de Casa. Isto não é pedir o impossível porque futebol é onze contra onze e além do mais o Sampaio Corrêa é o lanterna da competição. Hora de empurrá-los ainda mais para a vala dos comuns. Capitão Leandro Leite, posso confiar?"


Uma voz sensata levanta-se nessa hora e põe uma luz em nossos caminhos e ela vem no Blog Xavante. Vejam:

Descrédito, ânimo, surpresa, apreensão, desconfiança e angústia. Essa tem sido, até aqui, a nossa trajetória no Campeonato Brasileiro 2016 – Série B. É sabido por todos que a parada está sendo e será dura, cada vez mais, até o final. Ficamos animados com o início, principalmente por termos tido sucesso nas atuações em casa, como também a boa atuação diante do Atlético/GO. Criciúma e, agora, o Ceará nos deram um choque de realidade. Um tapa na orelha. Um não, três.
A minha preocupação não são as derrotas. Clubes muito maiores, com mais estrutura, tiveram instabilidade quando tiveram que conciliar a construção de seus estádios com as participações nas competições. Nós, além da construção, ainda temos que administrar o crescimento do clube como instituição. Não é desculpa, é fato. Precisamos de tempo para nos adequar a uma nova realidade ou fatalmente não teremos condições de permanecer onde estamos. A peleia é braba. Meu receio é que se perca o rumo, que as convicções se enfraqueçam, em função de alguns resultados negativos dentro do campo.
Vamos deixar uma coisa clara, nós brigamos pelo G16. Simples assim. Tivemos um início empolgante, chegamos a frequentar a parte de cima da tabela, mas sabemos que não pertencemos a esta zona. Nós somos o patinho feito da estória e ainda falta muito para termos condições de virar cisne. Não há como querer contar esta história em um ano. Acho que nem em dois ou três anos teremos condições de brigar com os grandões. O nosso negócio, por enquanto, é tentar ficar vivo. É poupar energia, juntar forças, para, em um futuro não distante, termos condições de ir para a luta. Complexo de viralatas, mediocridade? Não, realismo, objetividade e foco.
O que normalmente se observa no futebol são clubes demitindo treinador e toda a comissão técnica, mesmo com história vencedora e com bom trabalho sendo executado, em função de alguns resultados negativos. Mesmo que estes resultados não sejam totalmente surpreendentes em relação a estrutura, time e condições de trabalho. Outros profissionais são contratados, mais outros e outros tantos. Não apenas mudam os profissionais, como também a filosofia de trabalho. Junto as novas comissões técnicas vêm atletas medalhões, salvadores da pátria, que passarão mais tempo no DM do que em campo. Gastam o que não poderiam, endividando os clubes. Resultados? A maioria das vezes iguais ou piores ao que no início haviam. Depois de um tempo, recontratam aquele mesmo treinador que antes estava superado e a roda volta a girar.
Já viram isto? Pois é, espero que não caiamos neste conto de terra arrasada, de que a grandiosidade do clube está ameaçada e tudo mais. Não precisamos de discursos inflamados. Oportunistas e corneteiros em geral levantarão a voz. Este é o grande momento deles. Todas as suas certezas virão à tona. Farão discursos eloquentes e cheios de verdades incontestáveis e absolutas. Pobres almas aflitas. Futebol não é para fracos. Muita calma nesta hora.
O que fazer? Na minha humildíssima opinião, que a diretoria siga nas suas convicções e dê continuidade ao trabalho – vencedor, diga-se de passagem – que vem sendo feito. Temos um estádio para construir. Não só o estádio, como o clube precisa ser refundado. Precisamos crescer em todos os aspectos. A nós, sofridos e angustiados Torcedores, resta apoiar, torcer e empurrar o time nas apresentações em casa ou em qualquer lugar que for. Nós somos o combustível, nós podemos fazer a diferença. Vaias ajudarão em nada neste momento. Se não tiveres fibra para aguentar o tirão, que fique em casa, xingando a televisão e colocando a culpa no cachorro. Para pelear tem que ter coragem. E a peleia é mais feia que briga de facão no escuro.
Abs.



quinta-feira, 26 de maio de 2016

Na cartilha do Treinador


Tche! Ainda é maio, mas o frio tapeia as orelhas do vivente. Isto é ruim? Depende do lado em que você está no causo que eu vou contar. Para mim está bom porque meu aquecimento dá-se no passo firme rumo ao Estádio Bento Freitas. Agora, para os atletas do Bragantino, acho que nem na base do quentão a indiada paulista vai aguentar. É isto. No País do Futebol hoje tem mais um jogo. Campeonato Brasileiro – Série B, terceira rodada, às dezenove horas e quinze minutos. Por si só, o horário já é uma sacanagem, mas vamos aos fatos.

De cara encontrei uma Torcedora Xavante na arquibancada (Marlene Dornelles). Daquelas que não perde jogo faça chuva ou faça sol. O presságio foi forte. É hoje que o Brasil ganha mais uma. Depois de um abraço bem sinchado me fui ver as Obras. Acho que estou enfeitiçado, por isso mesmo, pode até vir a Seleção Brasileira jogar no Bento Freitas que sempre terei como primeiro plano o “Novo Bento Freitas”. Tudo nos conformes. A peonada da Porto 5 realmente está dando conta do recado. -

Como cheguei cedo me dei ao luxo de escolher o melhor lugar para assistir mais uma apresentação do meu Xavante querido. Minha Canon ali, registrando tudo porque a posteridade merece ver o que ora acontece nas bandas da Princesa do Sul. A Torcida chegava, na maior festa, como sempre. Não tenho certeza se o motivo do embalo era a cerveja ou a batucada da Xaranga Garra Xavanta. Com X mesmo porque aqui é terra Xavante.

Enfim, os dois times perfilados no gramado para o Hino Nacional. (Em época de impeachment, a emoção toma conta a cada verso da oração maior do País). Foi lindo ver a Torcida soltar a voz com respeito e ardor. Mal o juiz deu o apito inicial, Brasil e Bragantino partiram para a peleia com uma garra raramente vista. Com um primeiro tempo alucinante, eu duvidava da capacidade dos paulistas aguentarem o segundo tempo no mesmo ritmo. Quase quebrei a cara. Apesar de estar na lanterna, o Bragantino mostrou ser um time rápido, valente e que sabe jogar. Mas hoje não dava para eles não porque o Brasil estava ligado, decidido, inspirado e, claro, na toada do Rogério Zimmermann.

Afinal, são quatro anos sob o comando de RZ. O beaba está mais do que decorado. Todos os atletas Xavantes sabem o que fazer nas quatro linhas. Nunca assisti uma preleção de nosso Treinador, mas acho que o cara deve ter uma Cartilha. Tipo aquela de Admissão ao Ginásio e antes mesmo do primeiro treino, quem chega ao Bento Freitas tem que ler. Capítulo por capítulo; página por página até aprender tudinho. Só depois se farda e vai treinar com o resto da rapaziada.

Foi assim que vi mais esta vitória Xavante. Dois a zero ao natural e prescrito antecipadamente porque foi este o palpite que dei para a turma do Forum Xavante. Claro, houve destaques como todo o jogo que se preze tem. Neste quesito a estrela maior foi Marlon. Eta lateral bom de bola tche! Gastou a gorduchinha tanto na defesa quanto no apoio. Um show à parte. Finalmente nosso lado esquerdo está bem servido. No miolo de zaga, Cirilo fez Copa do Mundo quando tinha que fazer e não deu mole prá ninguém. Leandro Camilo, se eu não estiver enganado, ganhou todas do ataque bragantino. Deu gosto de ver. E Wender? Nosso lateral direito justificou porque completou a partida de número duzentos no Time Rubro Negro. Num feijão-com-arroz produtivo mandou no pedaço e não quis saber de seus trinta e sete anos correndo do início ao fim do jogo. Outro que completou duzentos jogos pelo Brasil foi Leandro Leite e, mais uma vez, mostrou que conhece o riscado jogando uma grande partida. Tche! E ainda temos Washington, Diogo Oliveira, Marcos Paraná e Ramon a abrilhantar a noite. Ramon inclusive fez um golaço, mas o cara do ataque, para mim, hoje foi o Felipe Garcia. Com dois gols feitos contra o Paraná e mais um hoje, começa a despontar como nosso goleador. Acho que vai brigar pela artilharia do campeonato. Deixei o Eduardo Martini por último de propósito. Geralmente o goleiro é o primeiro numa análise despreocupada se está fazendo média com o Time do coração ou não. Ele também foi bem, mas teve a seu favor a péssima pontaria dos atacantes do Bragantino. Tai uma coisa que não entendi. Se o Bragantino sabe jogar como podem chutar tão mal assim?

Sei que ainda é muito cedo, mas quem dava o G. E. Brasil como candidato ao descenso pode por as barbas de molho. Temos Torcida, temos Time e temos Treinador. Obstinado por organização e trabalho, RZ faz das tripas coração para não fugir de sua cartilha e assim segue o riscado. Um jogo de cada vez decerto deve ser o capítulo número um de seus preceitos. Amém!