Me perdoe o Time dentro de campo mas eu não consigo pensar em outra coisa a não ser a reconstrução do Bento Colosso de Freitas.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
sábado, 9 de abril de 2016
UM MERECIDO RECONHECIMENTO
Foto: Carlos Insaurriaga
Ser reconhecido pela sua
competência e por um ótimo desempenho é um combustível especial para qualquer
profissional. E é assim que se sentem, neste momento, a equipe da Central de
Relacionamento do Sócio Xavante. Isso tudo por que a Direção Executiva do clube
presenteou os funcionários da Central depois de uma intensa e exitosa dedicação
para o bom funcionamento do setor responsável pelo contato direto com o
associado rubro-negro. O clube comemorou a incrível marca de 5032 torcedores
adimplentes no seu quadro social.
Para o
Gerente Executivo do clube, Armando Desessards, o desempenho da equipe da
Central de Sócios é digno de elogio:
–
Queremos parabenizar o trabalho executado por todas as meninas da Central do
Sócio. Mesmo em dias difíceis, como foi na partida contra o São José, em que a
chuva fez com que centenas de sócios procurassem o check-in próximo ao horário
da partida, elas se redobraram para que o funcionamento da Central fosse ágil e
satisfatório ao nosso associado.
Desessards
é enfático ao relembrar todos os integrantes da Central. “Parabenizamos a
Fernanda, Mirela, Bruna, Vanessa e a Jennifer. Todas são brilhantemente
coordenadas pelo nosso Supervisor Administrativo, André Boanova, ao qual também
parabenizamos pelo sucesso da Central. E claro, a participação do Sylvio
Balverdú, responsável pelo marketing rubro-negro, pessoa de extrema importância
para o sucesso das ações promocionais do clube” frisou o Gerente Executivo.
Com a
proximidade do tão sonhado Campeonato Brasileiro da Série B e a limitação de no
máximo 6 mil sócios adimplentes – devido às obras no Bento Freitas – é
importante ressaltar ao torcedor que ainda não é sócio, que poucas novas vagas
serão ofertadas no quadro social, neste momento. Outro importante fator é a
possibilidade do sócio inadimplente regularizar sua situação junto a Central do
Sócio e voltar a estar apto para assistir aos emocionantes jogos da segunda
divisão nacional. - Por Jonathan Silva
terça-feira, 5 de abril de 2016
Roubocracia social
É o que vivemos nos
dias atuais. Mas isto não vem de agora. Não, não foi com a tomada do Poder pelo
PT e seus aliados como você pode pensar. Há décadas, para não dizer há séculos,
que os governantes usam o álibi social para abocanharem carretas e mais
carretas de dinheiro, habilmente desviados de impostos escorchantes e mal
intencionados. O superfaturamento de obras para inglês ver é a principal peça
dessa roubalheira descomunal e desvia da boca do trabalhador a tranquilidade de
sentar-se à mesa com a família no sagrado direito do pão nosso de cada dia. O
pior de tudo isso é o fato desses entronados valerem-se justamente da boa fé
dos pobres para amalharem os votos necessários para aportarem no Planalto, nos
palácios estaduais e nas prefeituras a fim de contar os dólares e euros em suas
contas além-fronteiras. Jogam em nossa cara os ganhos sociais tão arduamente
conquistados e escondem, em artimanhas colossais, o quanto se apropriam de
dinheiro público. Aliás, nunca o público foi tão humilhado, malversado e
roubado como nos dias de hoje.
Valem-se de partidos
milimetricamente criados apenas para satisfazer a vontade de uma minoria
enclausurada em seus próprios interesses e dali comandam os porões da
corrupção. São pacientes, perseverantes e capazes de esperar vinte anos até
atingirem seu desiderato. Não importa a tendência porque tanto a direita quanto
a esquerda são meros utensílios nessa busca desenfreada pelo poder. Numa
simples leitura da sopa de letrinhas que “coalizam” a fim de atingirem uma
governabilidade idealizada abaixo de dinheiro dá para ver perfeitamente que “o
faz-me rir” está no centro das negociações.
No meio de tudo isso
tem uns mais espertos do que os outros, claro, e saltam do barco como se nada
tivessem a ver com o comandante. É cômico, mas muito provavelmente estarão lado
a lado com o próximo presidente ou presidenta. Tiradentes, o Mártir, já
combatia esses senhores. Mas pouco adiantou porque eles sabem os caminhos para
pôr por terra a mais valia e erguer o cetro da corrupção.
Como nas guerras de
outrora, o ruído nas comunicações serve para A ou B com a firme intenção de
lograr a tudo e a todos. É um diz me diz, bate e rebate, nhem nhem nhem capaz
de enxaropar e desviar a atenção do foco das notícias desgraçadamente tristes
que retratam a Pátria roubada escancaradamente.
Na real, a dúvida é
somente uma. Quem roubou mais? O partido governista atual ou seus antecessores?
Dos coxinhas, dos conservadores, dos abastados, das oligarquias, dos ditadores
sabemos os frutos. Mas do Partido dos Trabalhadores, quem esperava que
reinariam nesse antro de corruPTos?
Delfim Netto por
décadas pregou que o “bolo” deveria primeiro crescer para depois ser repartido.
Na época, ingenuamente, eu acreditava que ele estava certo. Claro que não fui o
único e o PT está aí para mostrar. José Dirceu, José Jenuíno, Lula e os abençoados
pela estrela vermelha sacramentam a listagem daqueles que receberão as benesses
da grana cronometrada no IMPOSTRÔMETRO*.
Não é à toa que a
palavra reinante é impeachment e o juiz Sérgio Moro tire o sono de
personalidades atuantes da política brasileira. Dilma cairá? Não sei. Ao
contrário de Collor, nossa presidenta luta com o que tem e com o que imagina
que tem. É briga de tubarões e tudo pode acontecer. De certo, uma ou duas
pedaladas pode resolver essa parada. E por falar em parada, o progresso passa a
ser uma mera palavra estampada na Bandeira Nacional. Que roubada! Putz!
domingo, 27 de março de 2016
Dia de Chuva
O texto a seguir surrupiei do meu amigo César Lascano. Uma maravilha publicada primeiramente no facebook da Torcida Xavante.
- https://www.facebook.com/groups/torcidaxavante/permalink/1272974952718691/
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Grande César Lascano! Para mim (62 anos), este teu texto é sublime. De chorar corroído pela emoção. Lembro do nosso antigo Pavilhão quando, depois de muita insistência dos Torcedores, a Diretoria liberava o Pavilhão Social para o pessoal da Geral. Naquela época, sentar naquelas cadeiras não era para qualquer um porque para ser Sócio precisava ter grana. Mas o mais interessante era que a chuva que caía ali era igual ou maior do que nas Arquibancadas. Chuva tocada a vento, direto na cara mas acompanhada da acústica que afinava direitinho com A Maior e a Mais Fiel curtindo mais um momento eterno. Não dá para esquecer um bom jogo com chuva. Se tiver um carrinho do Tino então...
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Amanhã não poderei ir ao templo porque estarei viajando a trabalho,
mas aos que ficam o meu recado é este...
Dia de chuva
Roda de carreta, pipoca, refrigerante,
bolinho-de-chuva... ou então aquele filme, pra assistir enquanto se escuta a
água batendo na janela. É mais ou menos isso que manda o figurino em dias de
chuva, certo? Depende. Se houver jogo do Xavante, pouco me importam as
guloseimas. Digo que tudo é frescura ou então pago até uma de “geração saúde” e
digo que é coisa de gordo. E, aliás, pouco me importa qualquer outra coisa! Não
preciso de desculpas, dia de jogo do Xavante é sagrado, e faça chuva ou faça
sol, todo rubro-negro sabe qual é o seu lugar!
E falo de um AUTÊNTICO jogo de chuva. Sim, faço questão
de reforçar que é deste clássico do futebol viril, a chuvarada, de que estou
falando, pois acho, sinceramente, que ele pode ser facilmente confundido com
outras ocasiões folclóricas do futebol interiorano, uma delas, por exemplo, é o
“dia de murrinha”, com aquela garoa fininha batendo de lado, em que alguns até
botam uma jaqueta ou um moletom mais reforçado e enfrentam a bronca. Neste dia,
inclusive, os mais velhos podem usar um boné, uma touca, e até uma sacola
plástica que envolverá o radinho a pilhas e, como se diz aqui no sul, segue o
baile!
Por falar em mais velhos, o pessoal que muito já vibrou
no meio da massa, depois de certo período de contribuição lá no meio da muvuca,
gosta de ficar mais sossegado, ali pela arquibancada do Placar ou nas sociais,
e então leva um jornalzinho velho pra poder sentar em cima ou um pedaço de
papelão pra poder colocar embaixo daquela almofada retangular com o escudo do
Brasil (essa é “das antigas”, né?) e ver jogo numa boa.
E não tem – E nem pode ter mesmo – Xavante que condene
esse ato de loucura. Ver jogo na chuvarada? O que é que tem de mal? Nada, oras!
pois enquanto houver saúde, a única coisa que pode impedir tal feito é FRESCURA.
Afinal de contas, qual Xavante de verdade não tem uma boa história pra contar a
respeito de jogo na chuva? Jogo de roupa encharcada, mãos e pés murchos e frios
e, se possível, acompanhado de uma bebedeira, de cerveja ou cachaça, (cachaça,
diga-se de passagem, é melhor), de deixar quase sem voz, de fazer brotar lá de
dentro do peito aquele sentimento de inconsequência com relação à tempestade. É
um dos sentimentos mais genuínos em um torcedor: A Molecagem! Sim! Que se danem
os raios! Eu fico aqui na bancada mesmo! Só saio quando o jogo acabar. É ruim
pegar gripe? Que se dane a gripe! Pior ainda é ficar sem ver o Brasil jogar!
Ah, e já vou avisando uma coisa: Se o juiz mandar parar por causa do temporal
eu mando a minha sensatez para o quinto dos infernos (pra não dizer outra
coisa) e digo que é um absurdo! Grito que paguei ingresso, que quero ver
futebol e, de lambuja, faço aquele apelo clássico e digo que ninguém é de
açúcar!
E toda essa loucura, é claro, deve vir coroada por uma
grande vitória do Brasil. Uma vitória no campo lamacento, onde a bola mal pode
rolar, com carrinhos e quedas que mais parecem tombos em uma piscina suja.
Vitória que não parece valer três pontos, mas sim uns doze, quinze, sei lá...
trinta!
Me digam! Quem nunca? Brasil x Marcílio Dias, naquela vez
do Alex Martins? Brasil x Juventude, naquela vez do gauchão? Tanto faz! Não
importa a época, tão pouco o campeonato ou o adversário. O que fica é aquela
sensação de vitória sofrida, na raça dos jogadores que carregam o peso da
armadura Xavante e, sobretudo, na raça da torcida, que canta, xinga e vibra
durante o tempo todo, com trovoadas, com raios, com aquele pingo de chuva
grosso, tocado a vento, que chega dar uma beliscada quando bate no lombo!
Faça chuva ou faça sol, para a Xavantada, missão dada... é missão cumprida. - César
Lascano
Esta foto é de Carlos Insaurriaga as outras não lembro no momento
terça-feira, 8 de março de 2016
sábado, 5 de março de 2016
Minha Mãe Preta partiu
E vai ter arreda no
Céu. Deus terá que tirar alguém da primeira fila porque ela chega após uma
jornada terrena cheia de amor e serviço. De certo chegará sorrindo e cativando
a todos só no olhar.
Para ela vai ser fácil
responder à clássica pergunta Divina: “O que tu fez para merecer estar aqui?”.
Antes mesmo da primeira sílaba, dezenas, centenas de outros anjos responderão
por ela: “Abraçou a muitos; adotou de coração; confortou, aconselhou e serviu
de exemplo de como amar ao próximo”.
Sim, Minha Mãe Preta realmente fez isso. Não se limitou a comandar o
fogão, acariciar as panelas e a distribuir o tempero na medida certa.
Hoje Minha Mãe Preta
partiu e um filme encheu minha vista de lágrimas. Aquele alarido de criança teimava
em tornar alegre uma despedida tão dolorosa. Eram os anos sessenta e pouco
quando eu tive a graça de tê-la em meu caminho lá no Instituto de Menores.
Escolher feijão, descascar batata, cortar abóbora, lavar a louça eram tarefas
penosas para quem só queria saber de brincar e jogar bola. Vez por outra um
castigo me punha nos eixos porque eu era tinhoso, brincalhão e ágil na hora de
escapar das obrigações. Cada um dos fessores ou funcionários tinha o seu
próprio jeito de lidar com a gurizada de minha época. E Minha Mãe Preta também
tinha o dela. Só no olhar, no sorriso, e na imensa caridade alojada em seu
coração.
A bem da verdade, só
enxerguei todo o amor que ela carregava no coração anos após. Já adulto, com os
filhos no colo e compreendendo um pouco da vida. É incrível, mas rever Minha
Mãe Preta foi como se eu nunca tivesse me separado dela. Até ali ela era apenas
a dona Zenira; a cozinheira do Instituto. Nada demais. Até ela dizer: “Este é
meu filho e eu sou a Mãe Preta dele”. Foi uma das maiores graças que recebi e
desde então sinto uma grande paz quando falo de Minha Mãe Preta. E é esta paz
que desejo a seus filhos naturais e aos de coração porque foi isto que ela
transmitiu em toda a sua vida.
Minha Mãe Preta partiu e
vai ter arreda no Céu. Deus Pai sabe. Ela merece um lugar na primeira fila do Paraíso.
Um beijo Minha Mãe Preta!
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