terça-feira, 19 de novembro de 2019

Comportamento Geral - Elza Soares

Tchê! Ao final da letra, veja o clipe. Você merece! Gonzaguinha, Gonzaguinha! O que é isto? 1973 ou 2019?


Elza Soares
Imagem: Patricia Lino

Você deve notar que não tem mais tutu
E dizer que não está preocupado
Você deve lutar pela xepa da feira
E dizer que está recompensado
Você deve estampar sempre um ar de alegria
E dizer: tudo tem melhorado
Você deve rezar pelo bem do patrão
E esquecer que está desempregado
Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba e amanhã, seu Zé
Se acabarem o teu carnaval?
Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba e amanhã, seu Zé
Se acabarem o teu carnaval?
Uh, la-la-la-la-la-lau
La-la-lau
Uh, la-la-la-la-la-lau
La-la-lau
Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre: muito obrigado!
São palavras que ainda te deixam dizer
Por ser homem bem disciplinado
Deve, pois, só fazer pelo bem da nação
Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar um fuscão no juízo final
E diploma de bem-comportado
Você merece, você merece
Tudo legal, tudo vai mal
Cerveja, samba e amanhã seu Zé
Se acabarem o teu carnaval?
Você merece, você merece
Tudo vai mal, tudo legal
Cerveja, samba e amanhã seu Zé
Se acabarem o teu carnaval?
Você merece, você merece (Você merece)
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba e amanhã seu Zé
Se acabarem o teu carnaval?
Você merece, você merece (Você merece)
Você merece, você merece
Tudo vai mal, tudo vai bem
Você merece, você merece (Você merece)
Você merece, merece
Você merece, você merece (Você merece, você merece)
Tudo vai bem, tudo vai muito mal
Mas você merece, você merece
Você merece, você merece (Você merece)
Você merece, você merece (Você merece)
Você merece, você merece (Você merece)
Você merece, você merece (Você merece)
Você merece (Você merece)

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Mais feliz que lambari em sanga


Tchê! Que ano!

Depois daquele início desastroso vem a garantia de mais um ano no Campeonato Brasileiro – Série B.

Ainda não batemos o martelo nos tão sonhados quarenta e cinco pontos, mas este jogo no Serra Dourada de certo que já faz parte de nossa História.

Dois a zero com gols de Ari Moura e Bruno Aguiar e quarenta e dois pontos na tabela fez a felicidade do Torcedor Xavante numa noite inesquecível diante da angústia que vinha sendo a competição até aqui.

Futebol, futebol, está escasso. Mas também?!?!?! Como exigir isto diante das dificuldades que nossos Atletas estão enfrentando a cada mês sem o salário chegar a tempo e completo em suas guiacas?

Os problemas não são de agora, mas o Torcedor vive o hoje. Quer vitórias. Bola na rede adversaria. Zoar. Fazer festa a cada partida.

E isto aconteceu para delírio da Torcida Xavante. Verdadeira recompensa diante de tanto sofrimento e jogos nada convincentes que aconteceram até a décima segunda rodada.

Ainda faltam seis partidas. Dezoito pontos em disputas. Três, três a conquistar para chegar à marca segura da permanência entre as quarenta equipes do futebol brasileiro.

É só alegria. Felicidade. E o sonho de conquistas maiores reacende diante de uma vitória dessas.

Quem sabe mais um acesso no ano que vem? Série A?

Delírio meu?

O que dizer de Ricardinho, então?

O homem endoidou. Mais feliz que lambari em sanga, quer fazer uma estátua para o Leandro Leite.

Dois mil e vinte que aguarde a Torcida Xavante. “Vai dar trabalho!”.

Foto: Douglas Schinatto - O Popular - Goiania





segunda-feira, 14 de outubro de 2019

É HORA DE “VIRAR A CHAVE”

Na minha estante há muitos livros que contam em suas páginas a formação da identidade Xavante: concebida com garra e testemunhada por uma multidão, os ingredientes principais de sua força motriz. Ao folhear tais capítulos noto que, apesar de haver muita história, o clube dos Negrinhos da Estação nem sempre disputou grandes campeonatos ou possuiu calendários tão cobiçados como o que tem hoje.
No entanto, a ausência de grandes competições em boa parte dos 108 anos de fundação não significou falta de ousadia. Sempre houve luta e ambição por mais, de tal modo que todas essas empreitadas foram acompanhadas pela multidão já mencionada; de tal forma que estar entre os 40 principais clubes do país não é obra do acaso. A estrada de pedra foi pavimentada aos poucos, com a colocação ininterrupta de matéria-prima ao longo das décadas.
É possível citar alguns exemplos de matéria-prima. Tornou-se o 1º campeão gaúcho, cedeu o 1º jogador fora do eixo Rio-São Paulo à seleção brasileira, disputou o torneio triangular de clubes campeões organizado pela CDB com Fluminense e Paulistano em 1920, tomou de assalto o protagonismo do futebol pelotense com os inéditos tricampeonatos municipais, venceu a seleção uruguaia no estádio Centenário, tentou trocar Pelé por Joaquinzinho e mais uns pila, organizou uma excursão às Américas, venceu o Seletivo de 1977 e foi semifinalista do futebol brasileiro em 1985, entre outras tão significativas quanto.
Os problemas também sempre existiram e nunca foram capazes de sobrepujar o orgulho de ser Xavante, como às vezes pareceu acontecer de uns anos para cá. Se em outros tempos o apelido pejorativo Xavante se tornou símbolo; se a insinuação de doping se transformou em grito de guerra; se uma “simples” classificação pela Série C contra o Noroeste fez a torcida lotar o aeroporto para cantar “não é mole, não, eu sou Xavante e tô chegando de avião”; por que as coisas mudaram tanto?
É hora de virar a chave. Temos que ressaltar também o que temos de melhor e esse trabalho é tanto do clube, através dos responsáveis pela comunicação e marketing, como nosso. O Brasil não é mais um clube regional – e aqui está a primeira constatação para sentirmos orgulho. As dificuldades agora são do tamanho do país!
Nós não precisamos de nenhuma lição de moral para sabermos o que fazer para virar a chave. Se há uma torcida que tem um time é a do Brasil.
Quando foi preciso construir o estádio Bento Freitas, estávamos lá. Para ampliá-lo em 1977, também. Para concluir o pavilhão social em 2000, de novo. Para enterrar seus ídolos mortos e, em nome deles, saltar da segunda divisão regional à segunda divisão nacional, estivemos unidos. Às lágrimas, derrubamos o que construímos – a própria Baixada – para que fosse reerguida como está sendo.
A estrada de pedras do Grêmio Esportivo Brasil é infinita e aqui estão algumas matérias-primas recentemente utilizadas nela. É para sentirmos orgulho do que construímos na rua João Pessoa.
– No sul do sul do país, estamos há quatro anos entre os 40 principais clubes;
– No ranking da CBF de 2019, estamos na 41ª posição – muito à frente dos nossos vizinhos mais próximos;
– O estádio Bento Freitas é reconstruído com recursos próprios;
– As categorias de base retornaram e os resultados são animadores;
– De 2012 para cá: uma final de campeonato brasileiro (inédita para a zona sul), uma final de Gauchão (que não tinha um clube da zona sul há mais de 60 anos), dois títulos do interior e quatro participações até então inéditas na Copa do Brasil;
– Em 2015, com 7.439 torcedores por jogo, o Brasil foi dono da 13ª maior média de público entre os quatro principais estaduais do país – SP, RJ, RS e MG. Nenhum dos clubes à frente eram do interior;
– Apesar dos pesares, possui um quadro associativo sólido e fiel, que gira em torno de 4 mil sócios e representa a segunda maior fonte de receita do clube (logo após as verbas de TV e à frente de todos os patrocinadores somados);
– Os associados estão se aproximando do dia a dia do clube e, pela primeira vez, houve eleição para o Conselho Deliberativo com duas chapas inscritas (25% foi às urnas);
– Por sua presença no cenário nacional, é um dos clubes presentes no Pro Evolution Soccer 2020, um dos jogos eletrônicos mais populares do planeta – o 6º mais vendido na Europa no mês de setembro; o 2º no Brasil (contabilizando apenas a loja oficial do PlayStation). - Por Pedro Henrique Costa Krüger

Foto: Jonathan Silva

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Nossa Pedro! Nestes tempos de cobranças, cobranças e mais cobranças, esta exortação vem como um verdadeiro "tira vendas". O amor é cego, todo o mundo sabe, mas felizmente tem anjos como tu para nos salvar da cegueira que às vezes nos toma de assalto.

sábado, 12 de outubro de 2019

Brasil 1X0 Botafogo-RP 11.10.19


Estou muito feliz com a Vitória de hoje. Bem acima do meu normal. O final do segundo tempo, tipo a partir dos trinta minutos, foram eternos para mim. O motivo? Pela primeira vez o meu neto Gabriel foi a um jogo do Brasil. E esta Vitória era tudo o que eu queria. Passará o tempo que passar e este um a zero do Brasil no Botafogo de Ribeirão Preto será o batizo do mandinho no Estádio Bento Freitas. O orgulho com que passei a Carteirinha de Sócio dele na catraca não está no gibi. E teve filme. Sim, um filme onde eu me via com dez anos e em meus primeiros passos na Baixada lá pelos idos de 1963.






















quarta-feira, 2 de outubro de 2019

É Hora do Xavante


É sim. Papo antigo, mas e daí?

Estamos na décima sexta rodada do Campeonato Brasileiro – Série B de dois mil e dezenove, e o Xavante mais uma vez luta desesperadamente para continuar entre as quarenta equipes do futebol nacional.

Com trinta pontos na tabela, ocupa a décima terceira posição. Estamos no limbo e com uma campanha de deixar os cabelos em pé rodada a rodada.

Hoje, há três pontos do famigerado Z4, mas em condições de melhorar um pouquinho este sufoco. Claro, tem que ganhar do Operário lá no Paraná. Coisa braba, diga-se de passagem.

Do Time não há muita coisa boa para falar. Não culpa dos atletas e sim de erros em cima de erros dos responsáveis pela formação do grupo de jogadores. E esses erros não vêm de agora. Já no Gauchão o sofrimento foi pavoroso.

Das Obras, o tempo que cada pedacinho leva para ser feito nos diz bem do quanto somos limitados. É um parto e a volta do Caldeirão demora, demora e cada vez demora mais.

Sem a grande Geral é isto, Torcida dividida, charangas opostas, poder esfacelado. Até agora foram treze jogos em casa e, pasmem, não ganhamos em sete oportunidades. Seis vitórias, dois empates e cinco derrotas é nosso retrospecto neste ano.

Da Direção o que falar? O encanto dos primeiros anos acabou e a consequência é um descrédito que atinge parcela importante da Torcida. Ricardinho preside o Brasil desde oito de novembro de dois mil e onze quando substituiu a André Araújo. Próximo a completar oito anos, sua gestão tem ainda todo o ano que vem pela frente.

Daí o fogo amigo desgasta-nos a cada dia que passa. Como consequência, abandono de alguns Torcedores e mais dificuldades nos jogos na nossa própria Casa.

Precisamos urgentemente de um fato novo. Algo realmente capaz de aglutinar TODA a Torcida Xavante.

Há pouco tivemos eleição e renovação do Conselho Deliberativo do G. E. Brasil. Com duas Chapas disputando a Mesa Diretora (Nilton Roberto Pinheiro – Chapa 1 e João José Fernandes da Cruz – Chapa2), os debates foram de grande importância e demonstraram a real necessidade de uma guinada no rumo administrativo do Clube do Povo.

Povo este que, diga-se de passagem, há tempos que passa longe do Canal do Pepino tendo em vista a nova era de jogos televisivos.

E é aí o cerne da questão. Gestão administrativa e congraçamento da Torcida em torno de um ideal já.

Claro, quando cobro a Torcida não cutuco aqueles três, quatro mil que tem ido ao Estádio Bento Freitas. Mas aqueles que escolheram o sofá e a internet para acompanhar o Brasil.

Bem, como sempre, é hora do Xavante e nenhum Torcedor pode ficar fora desta briga. Que esta briga seja lá, no Bento Freitas. Aplaudindo ou criticando, mas no Caldeirão.

Torcer é isto, participar, cobrar, somar em busca da vitória maior que é o crescimento do Clube. Ganhar ou perder é do jogo, mas ficar de mimimi longe do Estádio não é coisa que resolva.

Estamos atolados até o pescoço com dívidas, os salários dos jogadores de há muito que vem sendo mal pagos e o atraso aumenta qual bola de neve. Ricardinho tem mais um ano de gestão e agora?

Vamos buscar um fato novo. Mas como? Eu jogo a bola para o Conselho Deliberativo (do qual eu faço parte com muito orgulho). As urnas deram o sim à Chapa 2 e João José Fernandes da Cruz foi o escolhido para dirigir o órgão representativo da manifestação coletiva do Clube.

Só não podemos esquecer uma coisa. O tempo urge e outubro e novembro podem determinar a permanência ou não no Campeonato Brasileiro – Série B.