segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Rádios devem passar a pagar por direitos do Brasileirão


Tche! Essa eu li na internet.

Em isto acontecendo eu vejo os clubes de futebol guspindo no prato que os sustentou durante décadas. Não tenho dúvidas em afirmar que, sem as rádios, o futebol brasileiro não seria a metade do que se tornou em termos de “preferência nacional”. Soma-se a essa força os jornais.

Agora a TV que hoje banca as grandes competições futebolísticas, está dando um novo arranjo ao esporte e trazendo à baila outros que outrora nem passava pelas nossas ideias em assisti-los entre eles o vôlei para citar apenas um. É claro que não sou contra ao advento de outros esportes e quanto mais oportunidades de assistir competições de nível, melhor.

A questão está na exclusividade, na possessão do “mercado” futebolístico como um todo, no alijamento de muitos em benefício de poucos. Direitos são comprados e entidades centenárias curvam-se como cordeirinhos no altar dos vendilhões. O lucro imediato impede a maioria de enxergar o sacrifício que abraçará a muitos.

Soma-se a essa avalanche televisiva o fato de que meia dúzia de clubes ganham centenas de milhões a mais do que outros criando um buraco negro onde muitos sucumbirão numa partilha desigual e discriminatória.

Sinal dos tempos, onde penteados, tatuagens e chuteiras coloridas dão o ar da graça numa viagem sem volta porque “o futebol moderno” realmente vai desbancar a garra, o improviso e a paixão.

Ainda tem a questão do torcedor. O verdadeiro motivo de tudo isso, aconchega-se mais e mais às poltronas e camas residenciais perdendo a verdadeira emoção, o delírio e a sensação de ser parte integrante do espetáculo. Submetem-se ao plin plin enclausurados no apelo global de tudo ver e nada ser. Entregam-se a clubes de além-mar enquanto equipes de sua própria cidade pede socorro nesta luta desigual. O resultado disso sabemos desde aquele 7X1.

Escrevam aí: “o futebol do futuro será holográfico e os resultados ditados por quem pagar mais”. Imagens balançando daqui prá li enquanto os verdadeiros robots assistirão hipnotizados até a alma.

E as rádios? Bem essas que sustentaram o espetáculo narração a narração, entrevista a entrevista, realmente tendem a desaparecer do cenário a vingar essa cobrança. Serão temas de programas exibidos pela própria TV. Um troféu, um escalpo a confirmar a vitória da telinha. Uma pena!




Em tempo: Este texto foi inspirado pela matéria publicada na coluna de Flavio Ricco conforme o link a seguir.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Espeto Corrido erra mais uma

GafeDiárioPopular15.08.16EspetoCorridoBlundel

Referente a nota leviana veiculada em um jornal da cidade de Pelotas na presente data, e na qualidade de Responsável Técnico pelo projeto do NOVO ESTÁDIO BENTO FREITAS venho por meio deste informar que o mesmo foi formulado e embasado em Normas e Resoluções técnicas vigentes em âmbito Estadual, Nacional e Internacional como a Resolução Técnica Nº 017/CCB/BM/2012, o Caderno de Encargos da FIFA/2011 e o GUIDE TO SAFET AT SPORTS GROUNDS/UK, dentre outras.

A título de Informação, TODAS as diversas escadas dispostas na arquibancada em questão estão de acordo com a “FÓRMULA DE BLONDEL“, nomenclatura correta. Desde o início dos trabalhos nos colocamos a disposição de todos os veículos da cidade para qualquer eventual esclarecimento, e para que qualquer questão técnica não ficasse sem resposta. Após isto, NUNCA fomos procurados por nenhum destes veículos, ao contrário, nos deparamos eventualmente com situações como esta em que inverdades são veiculadas. Tornamos a nos colocarmos a disposição para qualquer eventual esclarecimento, e esperamos que este inconveniente não torne a ocorrer. Respondemos a comissão de Obras e temos o respaldo para o andamento do trabalho. Qualquer informação que não partir deste órgão eleito democraticamente pelo conselho deliberativo do clube não diz respeito a nenhuma verdade.


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Pois é!

Esse cara do Espeto Corrido é um dos responsáveis pelo "afugentamento" de centenas de leitores do Diário Popular. De há muito que não dou mais bola para esta página e de arrasto outras tantas caíram no meu desinteresse pelo matutino da Zona Sul. Uma pena porque em épocas passadas até informes da morte de indivíduos desconhecidos eu lia naqueles obituários de antigamente. Já falei e torno a repetir, é bom a direção do DP abrir os olhos porque, do jeito que vai, farão companhia à Opinião Pública logo logo. - Xavante Munhoso

domingo, 14 de agosto de 2016

Dia dos Pais 14.08.16

Ser pai é completar a moeda da vida porque antes é preciso ser filho. Agradeço a Deus a graça de minha esposa, filha, filhos e neto.










segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Não dá para esquecer, foi contra o CRB


Simplesmente sensacional a vitória do G. E. Brasil contra o Clube de Regatas Brasil. A partida foi pela décima oitava rodada do Campeonato Brasileiro de dois mil e dezesseis – Série B. na casa do adversário. A importância dessa vitória ganhou consagração maior devido ao fato do Time Xavante ainda não ter ganhado nenhum jogo fora de Casa. No Estádio Bento Freitas – A Casa Xavante – a bola rola tranquilamente e, via de regra, as vitórias somam-se umas às outras não importando a grandeza do adversário. Caiu na Baixada, três pontos na certa para o Brasil. Mas este ano a coisa estava encardida e mesmo jogando melhor muitas vezes até então os três pontos não haviam sido somados na tabela de pontuação Rubro Negra. Para um Time que sempre tem Torcedor em qualquer lugar que ande, é fundamental ganhar fora também.

Atlético/GO, Goiás, Criciúma, Ceará, Sampaio Corrêa, Londrina e Vasco da Gama, “siscaparam”, mas o CRB não. Claro, como sempre, a partida teve lá sua dramaticidade é o cagaço na arrancada não dá para deixar passar em branco. Os regatianos largaram na frente logo aos cinco minutos após falha incrível da barreira Rubro Negra. Daí, a cara do Diabo parecia ser mais feia do que o normal. Mas, time macanudo não treme nas bases e o Brasil foi levando o jogo à sua maneira para dar o bote na hora certa. Não deu outra. Aos quarenta e seis do primeiro tempo Ramon marca o seu quarto gol na competição e empata para o Brasil.


A jogada foi de encher os olhos. Daquelas em que o torcedor levanta da arquibancada e já vai gritando “É gol! É gol! É gol! É gol!” desesperadamente, correndo junto com o jogador e chutando nada como se a bola estivesse ali, na sua feição. Quem olha de fora parece barbada, mas a julgar pela exaustão de Ramon após o gol bem se vê que o buraco é mais embaixo. A partir do empate a clareza da superioridade do Time de Zimmermann sobre a equipe de Mazola Júnior foi clara e a segunda etapa seria quase que um passeio do Brasil nas terras de Alagoas. Já não havia mais dúvidas, a primeira vitória fora de Casa chegaria.

Para o segundo tempo, os ânimos das torcidas eram antagônicos e a alegria Xavante contrastava com a apreensão regatiana. O Estádio Rei Pelé e seus sete mil e um pagantes estavam prestes a ver uma partida de luxo do G. E. Brasil conduzido por seu treinador Rogério Zimmermann. E realmente foi um espetáculo. Todas as manifestações, em especial de Torcedores Xavantes, destacaram a grande atuação técnica/tática do Time Rubro Negro.


Já aos sete minutos, Ramon dá o recado. Não foi gol, mas sabíamos que de hoje (29.07.16) não passava. Depois veio Felipe Garcia aos dezessete e vinte e um; Elias aos vinte e quatro; e, claro, Nathan aos vinte e oito do segundo tempo. O Brasil gaúcho brasileiro aproveita a trapalhada da defesa regatiana e passa a frente do marcador no Estádio Rei Pelé. Gol nada mais nada menos do que do AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! AU! Nathan Cachorrão sacramenta a vitória do G. E. Brasil. Nathan mal tinha entrado em campo e sua estrela brilhou. Jogador velocista, Cachorrão lembra os tempos de Nazarildo ou de Tadeu Silva quando do nada surgia um foguete, um raio a correr em direção à goleira adversária. Tempos em que mesmo a jogada não sendo da boa, não dando em nada, valia pelo esforço, dedicação e busca infindável pela linha de fundo. Quando gol então era um delírio total.


Daí em diante nem sei como aguentei escutar o jogo até o final. Quase desliguei meu fiel escudeiro e só não fiz isto pela parceria de há muito que curto com minha galena melhorada. Quarenta e seis! Aguenta mais um pouco coração! Nem pensa em pifar logo hoje. Dá-lhe Brasil! Show de bola!

E ela veio! A primeira vitória fora de Casa finalmente chegou. Somando às outras, agora são sete vitórias. Dá-lhe Brasil! Dá-lhe Rogério Zimmermann! Dá-lhe Comissão de Obras!*

Eduardo Martini, Weldinho, Leandro Camilo, Teco, Marlon, Leandro Leite, Nem, Felipe Garcia, Diogo Oliveira (Clébson), Elias (Galiardo) e Ramon (Nathan) assinaram esse feito sob o comando maior de Rogério Zimmermann. Jogo perfeito, mas o segundo tempo... Báh! O segundo tempo foi de arrepiar.


* Comissão de Obras – leia-se